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Quando as primeiras-damas cantam a mesma canção

A aproximação entre países beneficia de um trabalho diplomático transversal que, muitas vezes, envolve também as primeiras-damas. É o caso da China e das duas Coreias, onde as mulheres dos Presidentes têm um passado comum: são as três antigas cantoras. Duas delas voltam agora a estar juntas, numa capital pouco comum para um encontro entre ambas

Ri Sol-ju (à esquerda) e Kim Jung-sook convivem durante um almoço em Pyongyang, à margem da cimeira intercoreana de setembro de 2018 FOTO GETTY IMAGES

A recente abertura da Coreia do Norte ao mundo, tornada possível pela mão que lhe estendeu Donald Trump, provocou uma discreta mudança no protocolo norte-coreano. Dias antes da histórica cimeira intercoreana de 27 de abril de 2018, na zona desmilitarizada de Panmunjom — onde, pela primeira vez, um líder norte-coreano pisou território do Sul —, a televisão pública norte-coreana noticiou a presença da mulher do líder Kim Jong-un, Ri Sol-ju, num espetáculo de ballet de uma companhia chinesa, em Pyongyang.

O espaço informativo foi apresentado por Ri Chun-hee, a famosa pivô dos anúncios importantes, que se referiu a Ri Sol-ju como “respeitada primeira-dama”. Até então, ela era sempre referida como “camarada Ri Sol-ju”.

Em vésperas de cimeiras importantes com a Coreia do Sul e com os Estados Unidos, este impulso ao estatuto da mulher do Presidente norte-coreano tornou-a “igual entre iguais” no contacto com outras primeiras-damas e deu para o exterior uma aparência de normalidade ao regime de Pyongyang.

Kim Jong-un e a mulher inauguram um parque de diversões em Pyongyang REUTERS

Desde março de 2018, quando Kim Jong-un efetuou a sua primeira viagem ao estrangeiro — à China —, Ri Sol-ju já privou com duas homólogas: a chinesa Peng Liyuan e a sul-coreana Kim Jung-sook. Dos encontros saíram imagens de grande empatia, que as obrigações protocolares não explicarão na sua totalidade. É que as três partilham uma paixão comum que, no passado, as levou a trilhar o mesmo percurso: são antigas cantoras.

A chinesa e a norte-coreana acabam aliás de estar novamente juntas, desta vez numa capital pouco comum para encontros entre ambas – e respetivos maridos -, Pyongyang, aonde o Presidente chinês termina esta sexta-feira uma visita oficial de dois dias, a primeira em 14 anos.

Os líderes chinês e norte-coreano e respetivas mulheres, esta quinta-feira, em Pyongyang EPA

O secretismo que envolve a Coreia do Norte faz com que pouco se conheça da personalidade de Ri Sol-ju. Terá nascido em 1984, no seio de uma família da elite norte-coreana. No sítio na internet da Universidade Kim Il-sung, de Pyongyang, o seu nome consta da lista de antigos alunos. Algumas notícias citando fontes ligadas aos serviços secretos sul-coreanos dão conta que terá estudado Canto na China. Certo é que foi solista na Orquestra Unhasu e notabilizou-se, em especial, na interpretação do tema “Pegadas do Soldado”.

https://www.youtube.com/watch?v=xsAUBG1KADM

A carreira artística da primeira-dama norte-coreana é anterior ao casamento com Kim Jong-un, que terá ocorrido em 2009. Dela diz-se também que integrou um grupo de “cheerleaders” que, em 2005, viajou até à Coreia do Sul para animar os Campeonatos Asiáticos de Atletismo, em Incheon. Esta é uma prática recorrente com a qual a Coreia do Norte procura atrair atenções fora de portas e transmitir uma imagem de talento, beleza, juventude e felicidade.

Aquando da cimeira intercoreana de Pyongyang, em setembro de 2018, a música teve um papel central na convivência das primeiras-damas. Visitaram o Conservatório Kim Won-gyun, acompanhadas pelo compositor Kim Hyung-suk e por duas estrelas da K-Pop, a cantora Ailee e o “rapper” Zico, todos membros da delegação sul-coreana.

No Grande Teatro de Pyongyang, Ri Sol-ju e Kim Jung-sook assistiram a um espetáculo com os maridos. Oriundas de países contrastantes a tantos níveis e aparentando uma o dobro da idade da outra, aproveitaram os momentos juntas para encurtar distâncias.

De mão dada, as primeiras-damas coreanas seguem os maridos, durante a primeira cimeira entre Kim Jong-un e Moon Jae-in, em Panmunjom GETTY IMAGES

Também no caso da sul-coreana Kim Jung-sook a música preencheu a sua vida de solteira. Nascida em 1954, conheceu Moon Jae-in na Universidade Kyung Hee, um estabelecimento privado da Seul, onde ele estudou Direito e ela Canto Lírico.

No mesmo ano em que terminou o curso, 1978, ela entrou como soprano para o Coro Metropolitano de Seul, de onde saiu em 1982, um ano depois de se casar com Moon. Após anos de ativismo pró-democracia contra a ditadura militar, que o tinham levado à prisão, ele começara finalmente a exercer advocacia.

Kim Jung-sook abandonou os palcos e passou a acompanhar o marido, filho de refugiados norte-coreanos, num percurso que os levaria até à Casa Azul, a sede da presidência sul-coreana.

O casal presidencial sul-coreano, no Monte Paektu, Coreia do Norte, a 20 de setembro de 2018 REUTERS

Na China, a subida à presidência de Xi Jinping, em 2013, também sentenciou o fim da carreira musical de Peng Liyuan, a atual primeira-dama. O casal conheceu-se em 1986, era ele vice-presidente da Câmara de Xiamen (sul) e ela já uma famosa cantora — em 1983, tornara-se uma celebridade nacional após atuar na Gala de Ano Novo transmitida pela televisão CCTV, o programa mais visto do ano. Quando se casaram, em 1987, Xi pouco mais era do que o marido de “Mama Peng”, como lhe chamavam alguns fãs.

Nascida em 1962, em Yuncheng (leste), começou a estudar música aos 15 anos. Atingida a maioridade, entrou no Exército de Libertação do Povo, em 1980, onde viria a chegar a general, e foi admitida no Conservatório de Música de Pequim. No Exército, tornou-se uma espécie de “combatente artística e cultural”, interpretando temas patrióticos, de exaltação da China e do exército chinês.

Neste espetáculo transmitido na CCTV a 1 de agosto de 2007, Peng Liyuan canta “Ei, quem nos vai ajudar a virar uma nova página? Quem nos vai libertar? É o querido Exército de Libertação do Povo, a estrela salvadora do Partido Comunista. O Exército e o povo são uma família, ajuda-nos a lavar as nossas roupas.”

A entronização do casal presidencial tornou alguns episódios da carreira de Peng Liyuan incómodos. Numa foto de junho de 1989, a soprano surge vestida com o uniforme militar verde, de microfone na mão, rodeada por militares de cócoras que a ouvem cantar. A foto foi tirada na Praça Tiananmen, a seguir à repressão das manifestações pró-democracia. Peng Liyuan cantava para os militares que tinham defendido os interesses do regime chinês.

Em Lisboa, Xi Jinping e Peng Liyuan posam numa varanda do Palácio de Belém, a 4 de dezembro de 2018, após serem recebidos pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa PEDRO FIÚZA / GETTY IMAGES

Em 2017, a primeira-dama chinesa foi homenageada pelos Estados Unidos. Numa cerimónia realizada no Conservatório de Música de Pequim, foi condecorada com o grau de Professora honorária conferido pela Juilliard School, famosa escola de música e artes cénicas de Nova Iorque.

“Esta honra não é apenas dada a mim, é também um reconhecimento da música popular chinesa e um reflexo dos laços culturais cada vez mais próximos entre chineses e norte-americanos”, disse Peng Liyuan durante a cerimónia. “Espero que a cooperação entre escolas de artes e organizações dos dois países se aprofunde no futuro.” Um desejo superior à guerra comercial em que vivem os dois países.

Artigo publicado no “Expresso Diário”, a 21 de junho de 2019. Pode ser consultado aqui

Indianos e paquistaneses juntos? É possível graças ao críquete. As melhores imagens de uma festa improvável

Índia e Paquistão protagonizam das rivalidades políticas mais ameaçadoras à face da Terra. Mas este domingo, em Manchester, apenas a chuva estragou a festa proporcionada por nacionais dos dois países à volta de uma partida de críquete, durante o Mundial da modalidade

Índia e Paquistão são países vizinhos que, de tempos a tempos, parecem estar à beira da guerra. Sempre que isso acontece, é todo o mundo que fica nervoso, já que os dois Estados possuem armas nucleares.

Este ano, os alarmes já soaram por uma vez mais seriamente. Em fevereiro, um ataque suicida na parte indiana do território disputado da Caxemira provocou 42 mortos entre as tropas indianas ali destacadas. O atentado foi reivindicado por um grupo paquistanês e a retaliação não tardou, com a Índia a lançar ataques aéreos sobre a área paquistanesa de Caxemira.

Nessa altura, a partida de críquete entre as seleções dos dois países prevista para a fase de grupos do Mundial da modalidade — a decorrer no Reino Unido desde 30 de maio — ficou em risco. As tréguas voltariam a imperar na região e, este domingo, em Manchester, Índia e Paquistão — 1º e 7º respetivamente no ranking internacional — apresentaram-se no Estádio de Críquete de Old Trafford, indiferentes às desavenças políticas.

Segundo o jornal britânico “The Guardian”, 800 mil pessoas tentaram obter bilhete para assistir ao jogo — o recinto tem capacidade para… 26 mil espectadores. Quanto à audiência televisiva foi calculada em 1000 milhões de telespectadores em todo o mundo.

O jogo chegou a ser interrompido por causa da chuva. Talvez para muitos indianos e paquistaneses perder este jogo seja muito pior do que perder a final do torneio — agendada para 14 de julho. Mas nas bancadas de Old Trafford, isso não foi percetível: a festa fez-se apenas pelo prazer do desporto. E, no fim, a Índia ganhou.

Mistura de verde paquistanês e laranja indiano, nas bancadas de Old Trafford, Manchester OLI SCARFF / AFP / GETTY IMAGES
Bandeiras dos dois países, lado a lado OLI SCARFF / AFP / GETTY IMAGES
Apoiante da seleção indiana VISIONHAUS / GETTY IMAGES
Adepta da equipa paquistanesa STU FORSTER / GETTY IMAGES
Público das duas seleções, nas varandas de Old Trafford DIBYANGSHU SARKAR / AFP / GETTY IMAGES
Convivência entre nacionais dos dois países STU FORSTER / GETTY IMAGES
Bandeira da República da Índia OLI SCARFF / AFP / GETTY IMAGES
Bandeira da República Islâmica do Paquistão OLI SCARFF / AFP / GETTY IMAGES
Cumprimento entre os dois capitães, o indiano Virat Kohli (de azul) e o paquistanês Sarfaraz Ahmed (de verde) GARETH COPLEY / GETTY IMAGES
O Paquistão foi campeão mundial apenas uma vez, em 1992. O capitão da equipa foi Imran Khan, o atual primeiro-ministro do país GARETH COPLEY / GETTY IMAGES
A Índia já celebrou o título mundial por duas vezes, em 1983 e 2011 VISIONHAUS / GETTY IMAGES
A política ficou fora do estádio ANDREW BOYERS / REUTERS
“O críquete cria união”, é a mensagem deste cartaz ilustrado com as bandeiras dos dois países GARETH COPLEY / GETTY IMAGES
ANDREW BOYERS / REUTERS
ANDREW BOYERS / REUTERS

Artigo publicado no “Expresso Online”, a 16 de junho de 2019. Pode ser consultado aqui

Vestidos de negro, milhares voltaram às ruas. “Só suspenderam a lei para nos acalmar”

Um dia após o Governo de Hong Kong ter suspendido a polémica lei da extradição, centenas de milhar de pessoas voltaram às ruas para dizer que não chega: querem o seu fim definitivo. Se a lei era do agrado de Pequim, o recuo do Governo de Hong Kong foi também provavelmente ditado pelo regime chinês, diz ao Expresso um cidadão de Hong Kong

Centenas de milhar de pessoas entupiram, este domingo, o centro de Hong Kong com uma mensagem clara para Carrie Lam, a chefe de Governo: não chega ter suspendido a polémica lei da extradição, que possibilita o envio de cidadãos de Hong Kong para serem julgados na China; é preciso eliminá-la totalmente.

Vestidos de negro, manifestaram-se um dia após o Governo ter decidido suspender temporariamente a lei que devia ter começado a ser debatida esta semana no Conselho Legislativo.

“Penso que a suspensão deveu-se a ordens de Pequim para que ela recuasse, como o sugere um artigo do ‘Sing Tao’ [um jornal de língua chinesa de Hong Kong] sobre uma reunião entre Carrie Lam e responsáveis chineses na quinta-feira”, diz ao Expresso Evan Fowler, um cidadão de Hong Kong que vive em Londres.

“Tinham esperança de evitar protestos com a dimensão dos de hoje e tentar acalmar as coisas para acabar com a contínua atenção dos órgãos de informação sobre Hong Kong.”

Apelos à demissão da chefe de Governo

O facto de Carrie Lam ter apenas suspendido a lei, e a violência da polícia sobre os manifestantes que saíram às ruas durante a semana colocaram também a chefe de Governo no centro das mensagens de protesto, este domingo.

“Ela recusou-se a pedir desculpa ontem. É inaceitável”, afirmou Catherine Cheung, de 16 anos, à reportagem da agência Reuters. “É uma péssima líder, mente muito. Eu acho que ela agora só está a atrasar a lei para nos enganar até nos acalmar.”

O recuo de Carrie Lam “é estratégico”, concorda Evan Fowler. “Ela recusa-se a admitir que há algo de errado, e acha que o problema prende-se apenas com má comunicação.” Na sua mensagem de ontem, “usou linguagem que não se usa em Hong Kong, mas antes na China — humilde, sinceridade, etc. É um estilo forçado clássico de auto-reflexão da era de Xi Jinping”.

O incómodo dos chineses

Para os habitantes de Hong Kong — território que, em 1997, transitou de soberania britânica para chinesa, mas que conservou um sistema político e económico autónomo —, a nova lei acentuaria a influência das autoridades de Pequim e ameaçaria as liberdades que os cidadãos conservam, como o direito de se manifestarem.

“O protesto deste domingo foi possivelmente maior do que o de domingo passado. Ela pode ter de retirar a lei. A China está, sem dúvida, furiosa uma vez que a lei serviria os seus interesses. E Carrie provavelmente iniciou-a na esperança de obter favores de Pequim, que se tem chateado com a clemência dos tribunais de Hong Kong em relação aos protestos populares e com o papel de Hong Kong como a capital da lavagem de dinheiro da China.”

(FOTO Megaprotesto à chuva, em Hong Kong WIKIMEDIA COMMONS)

Artigo publicado no “Expresso Online”, a 16 de junho de 2019. Pode ser consultado aqui

As preocupações (e as imagens) de António Guterres durante a viagem que o colocou na capa da “Time”

O secretário-geral das Nações Unidas foi, pela primeira vez, ao Pacífico, a linha da frente do combate às alterações climáticas. Visitou três países insulares que correm o risco de ficarem submersos. Em discursos e no Twitter, antónio Guterres expressou preocupações e apelou ao envolvimento global num drama que, mais cedo ou mais tarde, baterá à porta de todos

A viagem de António Guterres ao Pacífico Sul que levou a revista “Time” a dar-lhe honras de capa resulta de uma grande ironia. Ilhas Fiji, Tuvalu e Vanuatu — os pequenos Estados insulares visitados pelo secretário-geral das Nações Unidas entre 14 e 18 de maio — são paraísos à face da Terra que lutam para se manter à tona. Perdidos na imensidão do mar, testemunham diariamente a subida das águas, numa ameaça à sua sobrevivência visível aos olhos.

“Estou de partida para Tuvalu, uma nação insular do Pacífico onde o ponto mais alto tem menos de cinco metros [de altura]. Enfrenta uma ameaça existencial face à subida do nível do mar”, escreveu Guterres no Twitter, a 16 de maio. “Temos de impedir que Tuvalu se afunde e que o mundo se afunde juntamente com Tuvalu.”

A fotografia que ilustra a capa da “Time” foi tirada precisamente em Tuvalu. Com a água do Pacífico pelos joelhos, e uma expressão séria, Guterres surge na posição de um vulgar cidadão daquele país que vê, diariamente, o mar cada vez mais perto de lhe entrar casa adentro.

“Em nenhum outro lugar vi tão claramente impactos tão devastadores da situação crítica climática global como em Tuvalu, onde conheci famílias cujas casas estão ameaçadas pela contínua subida dos mares”, twitou a 17 de maio.

Tuvalu foi a segunda etapa do périplo de Guterres pelas pequenas ilhas — a viagem à região teve uma primeira paragem na Nova Zelândia. Antes de Tuvalu, esteve nas Ilhas Fiji.

Num discurso no Fórum das Ilhas do Pacífico, realizado em Suva (capital das Fiji), o secretário-geral da ONU fez um alerta para todo o mundo: “Em 2016, mais de 24 milhões de pessoas em 118 países e territórios foram deslocadas por causa de desastres naturais — três vezes mais do que o número de deslocados por conflitos.”

Guterres procurou também dar visibilidade a projetos locais verdes, como a embarcação “Uto ni Yalo”, uma embarcação tradicional polinésia que trabalha a vento e energia solar.

A visita ao Pacífico terminou na ilha de Vanuatu, “um dos países mais propensos a desastres, o que é agravado pelas alterações climáticas”, enfatizou Guterres.

A 18 de maio, em jeito de alerta final, divulgou um comunicado chamando a atenção para o facto destes Estados contribuírem muito pouco para o drama global das alterações climáticas e serem aqueles que mais afetados são, correndo mesmo riscos de sobrevivência.

“O que é notável acerca destes países é que perante este desafio enorme, eles decidiram não desistir. Estão determinados a encontrar soluções e a desenvolveram formas de aumentar a sua resiliência e adaptação. Estão a liderar o caminho da redução de emissões [de dióxido de carbono para a atmosfera] e são um exemplo que o resto do mundo devia seguir.”

FOTOGALERIA

António Guterres sobrevoa Tuvalu. A parte de trás do avião abre-se para ser mais percetível o avanço do mar sobre as pequenas ilhas UN PHOTO / MARK GARTEN
UN PHOTO / MARK GARTEN
UN PHOTO / MARK GARTEN
Em território de Tuvalu, observando uma costa que parece morta UN PHOTO / MARK GARTEN
À conversa com uma habitante de Tuvalu UN PHOTO / MARK GARTEN
Durante a maré alta, esta calçada fica completamente submersa UN PHOTO / MARK GARTEN
Na companhia do primeiro-ministro das Ilhas Fiji, Frank Bainimarama UN PHOTO / MARK GARTEN
O secretário-geral da ONU percorreu os locais por via aérea, terrestre e marítima também UN PHOTO / MARK GARTEN
UN PHOTO / MARK GARTEN
Nas Ilhas Fiji, experimentou viajar numa embarcação especial, que combina sabedoria tradicional e moderna tecnologia… UN PHOTO / MARK GARTEN
… o “Uto ni Yalo” funciona a energia eólica e solar UN PHOTO / MARK GARTEN
UN PHOTO / MARK GARTEN
Nas Ilhas Fiji, crianças mostram cartazes com mensagens apelando à preservação do ambiente UN PHOTO / MARK GARTEN
UN PHOTO / MARK GARTEN
Num mercado de Vanuatu, interessado em conhecer no impacto económico local das alterações climáticas UN PHOTO / MARK GARTEN
Na pele de um residente de Vanuatu UN PHOTO / MARK GARTEN
Plantando uma árvore, nas Ilhas Fiji… UN PHOTO / MARK GARTEN
… outra em Tuvalu UN PHOTO / MARK GARTEN
Pequenos paraísos perdidos na imensidão do Pacífico em risco de ficarem submersos UN PHOTO / MARK GARTEN
Cinco dias de visita a populações em risco de sobrevivência que têm em António Guterres um grande aliado UN PHOTO / MARK GARTEN

Artigo publicado no “Expresso Online”, a 15 de junho de 2019. Pode ser consultado aqui

Fotogaleria: A viagem de António Guterres ao Pacífico Sul

As pequenas ilhas do Pacífico estão na linha da frente do combate às alterações climáticas. O secretário-geral da ONU quis ver o drama de perto e visitou as Ilhas Fiji, Tuvalu e Vanuatu

António Guterres sobrevoa Tuvalu. A parte de trás do avião abre-se para ser mais percetível o avanço do mar sobre as pequenas ilhas UN PHOTO / MARK GARTEN
UN PHOTO / MARK GARTEN
Em território de Tuvalu, observando uma costa que parece morta UN PHOTO / MARK GARTEN
À conversa com uma habitante de Tuvalu UN PHOTO / MARK GARTEN
Durante a maré alta, esta calçada fica completamente submersa UN PHOTO / MARK GARTEN
Na companhia do primeiro-ministro das Ilhas Fiji, Frank Bainimarama UN PHOTO / MARK GARTEN
O secretário-geral da ONU percorreu os locais por via aérea, terrestre e marítima também UN PHOTO / MARK GARTEN
UN PHOTO / MARK GARTEN
Nas Ilhas Fiji, experimentou viajar numa embarcação especial, que combina sabedoria tradicional e moderna tecnologia… UN PHOTO / MARK GARTEN
… o “Uto ni Yalo” funciona a energia eólica e solar UN PHOTO / MARK GARTEN
UN PHOTO / MARK GARTEN
Nas Ilhas Fiji, crianças mostram cartazes com mensagens apelando à preservação do ambiente UN PHOTO / MARK GARTEN
UN PHOTO / MARK GARTEN
Num mercado de Vanuatu, interessado em conhecer no impacto económico local das alterações climáticas UN PHOTO / MARK GARTEN
Na pele de um residente de Vanuatu UN PHOTO / MARK GARTEN
Plantando uma árvore, nas Ilhas Fiji… UN PHOTO / MARK GARTEN
… outra em Tuvalu UN PHOTO / MARK GARTEN
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