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Nas favelas, nos museus, no amor e na destruição: 30 imagens que fazem de Cristiano um ícone planetário

Cristiano Ronaldo é alguém que — um pouco por todo o mundo — alimenta sonhos de miúdos e conquista a admiração de graúdos. Retratado em murais, esculpido em estátuas, estampado em t-shirts ou pintado em telas de artistas, CR7 é um fenómeno global, venerado como um deus nos campos de refugiados rohingya, nas favelas do Rio de Janeiro, nas ruas da Índia, do Haiti ou da Palestina

Escultura de areia de CR7, na cidade chinesa de Zhoushan GETTY IMAGES
Um artista pinta o retrato do futebolista português, em frente ao Hotel de Ville, em Paris KENZO TRIBOUILLARD / AFP / GETTY IMAGES
Uma turista demonstra toda a sua paixão por Ronaldo, num centro comercial de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos MATTHEW ASHTON / GETTY IMAGES
Uma criança nepalesa acabou de receber uma camisola autografada pelo seu ídolo OMAR HAVANA / GETTY IMAGES
Ronaldo, Messi, Robben e Pirlo “testemunham” os dotes futebolísticos de duas crianças palestinianas, no campo de refugiados de Khan Yunis, Faixa de Gaza ABED RAHIM KHATIB / GETTY IMAGES
Um jovem prepara-se para uma partida de futebol, na cidade de Goma, República Democrática do Congo JUNIOR D. KANNAH / AFP / GETTY IMAGES
No Funchal, a estátua de Cristiano faz as delícias de muitos turistas que visitam a ilha natal do futebolista RAFAEL MARCHANTE / REUTERS
Um artista de rua desenha o retrato do casal Cristiano-Georgina, na cidade russa de Sochi NELSON ALMEIDA / AFP / GETTY IMAGES
Entre o brasileiro Neymar e o uruguaio Luis Suárez, num mural da favela Tavares Bastos, no Rio de Janeiro, Brasil YASUYOSHI CHIBA / AFP / GETTY IMAGES
Retratado como um czar (ao lado de Sir Alex Ferguson, que o treinou no Manchester United), na exposição “Como os Deuses”, no Museu da Academia Russa de Belas Artes, em São Petersburgo OLGA MALTSEVA / AFP / GETTY IMAGES
Uma admiração que atravessa várias gerações, numa rua estreita da cidade indiana de Calcutá SAIKAT PAUL / GETTY IMAGES
O número 7 foi estampado, o nome Cristiano foi manuscrito, nas costas de um jovem afegão, em Cabul AHMAD MASOOD / REUTERS
Desde junho de 2010 que Cristiano Ronaldo tem uma estátua de cera, no famoso museu Madame Tussauds, em Londres STEFAN WERMUTH / REUTERS
Cristiano também conquistou um lugar no Museu Madame Tussauds de Nova Deli, na Índia, inaugurado a 30 de novembro de 2017 SAJJAD HUSSAIN / AFP / GETTY IMAGES
Uma estátua em cera do futebolista é uma das atrações do Museu CR7, no Funchal OCTÁVIO PASSOS / GETTY IMAGES
Mural de Cristiano Ronaldo, na cidade russa de Kazan, que acolheu a seleção portuguesa no Mundial de 2018 BENJAMIN CREMEL / AFP / GETTY IMAGES
Na região nepalesa de Bhaktapur, uma criança olha para os destroços em que se transformou a sua casa, após um sismo OMAR HAVANA / GETTY IMAGES
Na confusão do trânsito de Croix-des-Bouquets, no Haiti, distingue-se o retrato de CR7 no vidro traseiro de uma carrinha ANDRES MARTINEZ CASARES / REUTERS
“O segredo de Cristiano”, uma obra do artista de rua italiano TvBoy, na baixa de Milão, Itália MIGUEL MEDINA / AFP / GETTY IMAGES
“Inseparável” de Messi, numa rua de Barcelona, Espanha LLUIS GENE / AFP / GETTY IMAGES
Viveiro de futebolistas, o Brasil também aprecia o talento de CR7, como esta mulher, no Morro dos Prazeres RICARDO MORAES / REUTERS
Numa praia de Mogadíscio, a capital da Somália FEISAL OMAR / REUTERS
Numa banca de matrioscas, em São Petersburgo, Rússia SERGEI KONKOV / GETTY IMAGES
No corpo de um manequim, na cidade de Turim, onde CR7 joga desde julho de 2018 MASSIMO PINCA / REUTERS
No corpo de uma criança rohingya, que espera pela distribuição de comida, no campo de refugiados de Tengkhali, na região de Cox’s Bazar, Bangladesh DAMIR SAGOLJ / REUTERS
Por baixo de Messi, ao lado de Obama, numa rua de Pelourinho, um bairro da cidade brasileira de Salvador JORGE SILVA / REUTERS
Na parede de uma casa, na cidade indiana de Calcutá RUPAK DE CHOWDHURI / REUTERS
Mural na cidade russa de Saransk FILIPPO MONTEFORTE / AFP / GETTY IMAGES
Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro nasceu a 5 de fevereiro de 1985, na cidade do Funchal, ilha da Madeira ARTUR WIDAK / GETTY IMAGES
CR7 transferiu-se esta época para a Juventus, após representar, enquanto jogador profissional, o Real Madrid (2009-2018), o Manchester United (2003-2009) e o Sporting (2001-2003) NICOLÒ CAMPO / GETTY IMAGES

Artigo publicado na “Tribuna Expresso”, a 14 de março de 2019. Pode ser consultado aqui

Depois de silenciar a imprensa nacional, Turquia vira-se para a internacional

Três jornalistas alemães, um dos quais correspondente na Turquia há mais de 20 anos, foram expulsos do país liderado por Recep Tayyip Erdogan. Um dos visados acredita tratar-se de “uma estratégia para aumentar a pressão sobre os órgãos de informação estrangeiros”

O Governo alemão alterou as recomendações de viagem para a Turquia. Berlim alerta agora para riscos que os cidadãos alemães enfrentam por expressarem opiniões toleradas na Alemanha, ao abrigo da liberdade de expressão, mas que na Turquia podem ser punidas criminalmente.

Este domingo, em entrevista à televisão alemã ARD, o ministro germânico dos Negócios Estrangeiros, Heiko Maas, justiticou o alerta com “observaçoes irritantes” feitas por um ministro turco segundo o qual turistas alemães podem ser detidos na Turquia se forem autores de comentários críticos para com as autoridades turcas nas redes sociais, por exemplo.

Este alerta aos nacionais segue-se à expulsão de três jornalistas alemães da Turquia e que o ministro Maas qualificou de “inaceitável”.

Dois deles abandonaram a Turquia este domingo: Thomas Seibert era correspondente do jornal “Tagesspiegel” em Istambul há mais de 20 anos, e Jörg Brase trabalhava desde janeiro de 2018 para a televisão pública ZDF. Ambos viram serem-lhe negadas as imprescindíveis credenciais para continuarem a trabalhar como correspondentes estrangeiros.

Num encontro com a imprensa antes de seguirem para o aeroporto, Jörg Brase disse pensar tratar-se de “uma estratégia para aumentar a pressão sobre os órgãos de informação estrangeiros. Após o governo ter conseguido silenciar em grande medida os media nacionais, agora vão atrás dos internacionals”.

Seibert disse que as autoridades turcas contactaram o “Tagesspiegel” e a ZDF e sugeriram que enviassem outros correspondentes, o que ambos os órgãos rejeitaram.

Hipocrisia turca

Apesar de o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ser o líder internacional que mais se insurge contra a Arábia Saudita a propósito do brutal assassínio do jornalista Jamal Khashoggi, dentro de portas dezenas de jornalistas turcos foram detidos na sequência da tentativa de golpe de julho de 2016. Ancara acusa-os de terem ligações à organização do clérigo Fethullah Gulen, exilado nos Estados Unidos, que identifica como o mentor do golpe.

Em finais de 2018, o Comité para a Proteção de Jornalistas identificou 251 repórteres detidos no exercício das suas funções em todo o mundo — 68 dos quais na Turquia.

No relatório anual referente a 2018 dos Repórteres sem Fronteiras, a Turquia foi protagonista de “um recuo histórico da liberdade de imprensa.” Posicionado no lugar 157 numa lista de 180 países, “a Turquia é novamente a maior prisão do mundo para os profissionais dos meios de comunicação”.

Artigo publicado no “Expresso Online”, a 10 de março de 2019. Pode ser consultado aqui

As imagens negras de um país às escuras mas que não se rende

A instabilidade política invadiu as casas de milhões de venezuelanos sob a forma de um “apagão” que dura desde quinta-feira. Este sábado, a falta de energia foi uma das palavras de ordem das manifestações anti-Maduro que saíram à rua, em Caracas

O sol começa a nascer mas dentro dos prédios não há luz que acompanhe o início de mais um dia VALERY SHARIFULIN / GETTY IMAGES
Sem eletricidade, para trabalhar recorre-se a geradores ou… a velas IVAN ALVARADO / REUTERS
Lá fora é dia, mas dentro deste prédio não há luz para iluminar a conversa entre dois vizinhos IVAN ALVARADO / REUTERS
Bairro residencial de Caracas, iluminado pelos faróis dos carros VALERY SHARIFULIN / GETTY IMAGES
Um homem socorre-se do telemóvel para circular dentro de casa, em Caracas IVAN ALVARADO / REUTERS
Dois empregados de um restaurante usam a luz do telemóvel para fechar a porta do estabelecimento CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS
Às escuras, em casa, esta venezuelana usa um nebulizador para sentir algum conforto CARLOS JASSO / REUTERS
Fila de venezuelanos junto a uma farmácia, em Caracas CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS
Arredores da capital venezuelana, durante o “blackout” MANAURE QUINTERO / REUTERS
Começa um novo dia em Caracas, mas dentro dos prédios é “noite” CARLOS GARCIA RAWLINS / REUTERS
“Sem eletricidade. Sem metro”, protesta este apoiante de Juan Guaidó, este sábado, nas ruas de Caracas RONALDO SCHEMIDT / AFP / GETTY IMAGES
Agentes da Polícia Nacional Bolivariana seguem de perto as manifestações anti-regime RONALDO SCHEMIDT / AFP / GETTY IMAGES
Apoiantes do Presidente “responderam” à oposição e, este sábado, saíram à rua para dizer que Nicolás Maduro não é um homem só CRISTIAN HERNANDEZ / AFP / GETTY IMAGES
Este apoiante de Maduro recorda Hugo Chávez e Simón Bolívar CRISTIAN HERNANDEZ / AFP / GETTY IMAGES

Artigo publicado no “Expresso Online”, a 9 de março de 2019. Pode ser consultado aqui

Governo argelino decreta férias “forçadas” para tentar travar estudantes

Com manifestações nas ruas há três semanas, contra a candidatura do Presidente a um quinto mandato, o goveno argelino antecipou as férias escolares. Essa decisão é uma tentativa de desmobilizar os estudantes, um dos motores dos protestos

O Governo argelino determinou, este sábado, a antecipação em dez dias do início das férias escolares da Primavera, previstas para começar a 21 de março. Por determinação do Ministério do Ensino Superior e da Investigação Científica, os estudantes universitários argelinos ficam em casa já a partir deste domingo e até 4 de abril.

A decisão é um bónus “forçado”, já que visa desmobilizar os estudantes envolvidos nas manifestações antirregime que têm agitado a Argélia nas últimas três semanas, e que já foram consideradas as maiores desde o movimento da Primavera Árabe, em 2010-2012.

Em causa está a perspetiva do atual chefe de Estado recandidatar-se, aos 82 anos, a um quinto mandato consecutivo. Abdelaziz Bouteflika é um homem muito debilitado desde que, em 2013, sofreu um AVC. Vive confinado a uma cadeira de rodas e raramente é visto em público, originando suspeitas de que possa estar a ser usado como candidato fantoche.

As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de abril e as universidades têm estado no coração dos protestos que começaram a 22 de fevereiro. Como forma de pressão, quer professores quer estudantes já realizaram várias jornadas de greve.

Apesar das imediações do Palácio Presidencial em Argel serem dos principais focos de concentração dos manifestantes, Bouteflika não os ouve. O Presidente está internado há duas semanas em Genebra, na Suíça, para “exames médicos de rotina”, informou o seu gabinete.

Na quinta-feira, anteciando-se a uma nova sexta-feira de protestos, o Presidente fez o seu primeiro aviso aos manifestantes, afirmando que a continuação dos protestos criariam o “caos” no país.

Esta semana, a Comissão Constitucional da Argélia vai pronunciar-se sobre a validade das candidaturas eleitorais apresentadas. Se Bouteflika for aprovado, muito dificilmente os estudantes passarão as férias dentro de casa.

(FOTO Protesto popular na Argélia, em março de 2019 WIKIMEDIA COMMONS)

Artigo publicado no “Expresso Online”, a 9 de março de 2019. Pode ser consultado aqui

A vida ao ritmo do algoritmo

Num futuro próximo, além do bilhete de identidade, os chineses terão um código que atesta a sua credibilidade

Imagine um país onde, para poder fazer um seguro, matricular um filho numa escola privada ou comprar um bilhete de TGV, o cidadão vê a sua vida escrutinada ao mais ínfimo pormenor. Os sítios de internet que consulta, o que faz nos tempos livres, como se saiu nos exames médicos, que jornais compra, como se comporta ao volante, se costuma dar sangue — tudo é levado em linha de conta na hora de autorizar ou rejeitar o pedido.

Esse país já existe — é a República Popular da China — e essa forma de intrusão cívica está em acelerada concretização, através do Sistema de Crédito Social, um mecanismo de pontuação dos cidadãos que ora os recompensa ora os penaliza em função de comportamentos. “O Sistema de Crédito Social não é ficção científica, existe realmente”, diz ao Expresso a investigadora Meia Nouwens, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres. “Através dele, uma grande quantidade de informação pessoal, registos, geolocalização com recurso a câmaras e check-ins, transgressões da lei ou maus comportamentos diminuem a pontuação de um indivíduo. Nalguns casos, as pontuações decorrem de registos, noutros são calculadas por algoritmos, embora não haja transparência em relação à forma como os algoritmos fazem os cálculos.”

Muitas horas a jogar no computador podem rotular alguém de ocioso. Se atravessar a rua fora das passadeiras pode passar por indisciplinado. Já comprar artigos para bebé contribui para uma imagem responsável. Andar a pé indicia hábitos saudáveis. E há que ter cuidado com os amigos das redes sociais: maus exemplos podem prejudicar quem apenas os tem na lista.

A Baihe, maior plataforma chinesa de encontros, já permite que os utilizadores publiquem a sua pontuação. A aplicação Honest Shanghai, onde são avaliadas experiências — como comer num restaurante caro, por exemplo —, já usa tecnologia de reconhecimento facial. “A melhor forma de descrever o que o crédito social faz é dizer que é uma forma de tecnologia aumentada de ‘gestão social’”, diz Meia Nouwens.

Fotos de ‘cidadãos-modelo’

De iniciativa governamental, este projeto ambiciona traçar o perfil pormenorizado de cada um dos mais de 1300 milhões de habitantes da chamada China Continental — para já, Macau e Hong Kong ficam de fora. “O crédito social é uma ferramenta que torna o controlo político do Partido Comunista Chinês [PCC] inseparável do desenvolvimento económico e social da China”, explica ao Expresso a analista de política chinesa Samantha Hoffman, colaboradora do Instituto Australiano de Políticas Estratégicas. “Foi planeado para supervisionar, moldar e classificar comportamentos através de processos económicos e sociais.”

Este tipo de controlo — efetuado por agências estatais e por empresas privadas — não é uma inovação da liderança de Xi Jinping. No passado, cada cidadão tinha um ficheiro pessoal permanente (dang’an) que descrevia todo o seu percurso, nomeadamente a nível escolar e profissional. Hoje, a mais-valia é a tecnologia e “a capacidade de analisar grandes quantidades de dados em todo o país de uma forma mais holística e rápida”, explica Meia Nouwens. “Ainda não existe um sistema nacional único — é uma tarefa muito grande. Mas está decerto a ser testado.”

FRASE
“A China quer instalar um sistema orwelliano baseado no controlo virtual de todas as facetas da vida humana”
(Mike Pence, vice-presidente dos EUA, a 4 de outubro)

Em várias localidades chinesas, há programas-piloto a serem experimentados. Um dos laboratórios é a cidade de Rongcheng, na ponta leste da China. A cada um dos 740 mil residentes adultos é atribuído um crédito de 1000 pontos, que vai aumentando ou diminuindo consoante o seu comportamento. Uma multa de trânsito desconta cinco pontos. Atos heroicos acumulam 30 pontos.

Na via pública, há retratos enormes dos ‘cidadãos-modelo’. Um deles é a viúva Yuan Suoping, de 55 anos, que continuou a cuidar da sogra acamada após a morte do marido.

Em Shenzhen, no sul, há câmaras de vigilância com tecnologia de reconhecimento facial que identificam, por exemplo, peões que atravessam as ruas fora das passadeiras. Instantaneamente, são enviadas multas por mensagem. A tecnologia é desenvolvida pela startup local Intellifusion.

Na aldeia de Jiakuang Majia, no Leste, a pontuação é gerida de forma mais artesanal. Há fichas em papel onde funcionários do Estado vão fazendo contas: montar novos cestos no campo de basquetebol, oferecer uma televisão ao centro cívico, fazer voluntariado ou ter um filho a servir no Tibete dão pontos.

A nível nacional, este sistema já deixou em terra 5,4 milhões de chineses que pretendiam viajar em comboios de alta velocidade. Outros 17 milhões foram impedidos de comprar bilhete de avião. Em 2013, a justiça chinesa aprovou uma “lista negra” de devedores e estima-se que seja esse ranking que esteja na origem dessas proibições.

Para Pequim, há que promover a confiança na sociedade e na economia. Samantha Hoffman faz outra leitura: “O crédito social está ligado ao conceito de ‘construção espiritual da civilização’. A sua origem remonta à propaganda dos anos 1980 em resposta à desilusão popular com o PCC e à atração por ideias estrangeiras”. O objetivo é “impedir que versões alternativas da ‘verdade’ ameacem o poder do partido”.

FOTO: O reconhecimento facial é um dos elementos do sistema de vigilância chinês FOTO ILUSTRAÇÃO DA “TIME”, SOBRE UMA FOTO DE GILLES SABRIÉ / THE NEW YORK TIMES / REDUX

Artigo publicado no “Expresso”, a 9 de março de 2019 e republicado no “Expresso Online”, no mesmo dia, com o título “Não é ficção: a china quer pontuar todos os comportamentos de cada cidadão”. Pode ser consultado aqui