A Terra é um sítio cada vez menos amigável para a espécie humana e 2019 foi fértil em provas. Num ano em que muito se falou de Ambiente e em que uma menina sueca despertou consciências e motivou milhões de pessoas a protestar contra a inação dos governos face à emergência climática, multiplicaram-se sintomas de que o planeta está gravemente doente. Nestes 50 países — podiam ser muitos mais —, a degradação ambiental está à vista de todos e fenómenos climáticos extremos tiveram consequências devastadoras. Fica o alerta para 2020
PAQUISTÃO. Por detrás de uma “tela” de poluição, um barbeiro atende um cliente, numa rua de Lahore ARIF ALI / AFP / GETTY IMAGESHOLANDA. Em julho, o termómetro superou os 40°C em várias cidades holandesas. Para refrescar os clientes, esta esplanada de Eindhoven montou um apetrecho extra NICOLAS ECONOMOU / GETTY IMAGESAUSTRÁLIA. Onde se vê lama seca havia antes um canal de drenagem de um lago. Este canguru não escapou a tempo e morreu preso no solo, sem pingo de água que facilitasse a travessia NICK MOIR / GETTY IMAGESPANAMÁ. Contrastes na Cidade do Panamá: uma margem que mais parece uma lixeira em frente à Costa del Este, um grande projeto de desenvolvimento imobiliário LUIS ACOSTA / AFP / GETTY IMAGESGRÉCIA. Junto à aldeia de Stratoni, um mergulhador infla um saco de elevação para retirar das águas uma rede de pesca, durante uma operação de limpeza subaquática REUTERSMALÁSIA. Esta família aproveitou o dia 11 de setembro para ver as vistas desde a Torre de Kuala Lumpur, uma das mais altas do mundo. Mas a visibilidade é reduzida SAMSUL SAID / GETTY IMAGESESTADOS UNIDOS. No estado do Iowa, em março, cheias provocadas por chuvas fortes esventraram silos de milho e destruíram grandes quantidades de colheitas DANIEL ACKER / GETTY IMAGESESPANHA. A ansiedade de dois moradores da aldeia de Valleseco, a 17 de agosto, perante o avanço das chamas, nas Ilhas Canárias BORJA SUAREZ / REUTERSFILIPINAS. Não se vê pinga de água, mas por debaixo desta camada de lixo há um canal que atravessa uma zona residencial, em Manila NOEL CELIS / AFP / GETTY IMAGESCOREIA DO SUL. Máscaras cirúrgicas para ajudar a respirar em Seul nos dias em que o ar está mais contaminado CHUNG SUNG-JUN / GETTY IMAGESMOÇAMBIQUE. A vida continua na Ilha de Ibo, devastada pelo ciclone Idai que atingiu o país no início de março ZINYANGE AUNTONY / AFP / GETTY IMAGESGANA. Estes homens preparam-se para desmantelar uma pilha de lixo eletrónico, em Agbogbloshie. Esta zona de Acra é destino de toneladas deste tipo de resíduos produzidas no Ocidente CHRISTIAN THOMPSON / GETTY IMAGESFRANÇA. Em julho, os Jardins do Trocadero transformaram-se numa verdadeira piscina pública quando Paris foi atingida por uma vaga de calor BERTRAND GUAY / AFP / GETTY IMAGESDINAMARCA. Um pequeno bloco de gelo flutua solitário a sudeste da Gronelândia. O degelo dos glaciares é um dos sintomas mais visíveis do aquecimento global LUCAS JACKSON / REUTERSALBÂNIA. A 26 de novembro, um sismo de magnitude 6.4 abanou o país durante 30 segundos, matando 52 pessoas. A aldeia de Thumane foi das mais danificadas FLORION GOGA / REUTERSTANZÂNIA. Com o seu ateliê inundado pelo rio Msimbazi, que transbordou, esta mulher não interrompeu o trabalho, na área de Mwenge, em Dar es Salaam ERICKY BONIPHACE / AFP / GETTY IMAGESBRASIL. Estas toras foram cortadas ilegalmente perto de Humaita, na Amazónia. Era agosto e uma grande mancha da maior floresta tropical do mundo estava em chamas UESLEI MARCELINO / REUTERSCHINA. O consumo excessivo é uma tendência comportamental que contribui para desequilibrar o planeta. A foto mostra um mercado grossista de carne de porco, nos arredores de Shanghai QILAI SHEN / GETTY IMAGESINDONÉSIA. Um soldado patrulha uma praia suja por um derramamento de óleo, em Karawang, na províncoa de Java Ocidental WILLY KURNIAWAN / REUTERSALEMANHA. Estes alemães não precisaram de ir até ao sul da Europa para usufruírem de boas temperaturas. Bastou estender toalha junto ao lago Bad Saulgau, em julho, durante a vaga de calor THOMAS WARNACK / AFP / GETTY IMAGESTUVALU. A subida do nível dos oceanos, provocada pelo degelo dos glaciares, ameaça muitos Estados insulares, como Tuvalu MARIO TAMA / GETTY IMAGESCHILE. No dia de Natal, um grande incêndio florestal irrompeu pela cidade de Valparaiso. A estrada foi preciosa para travar o avanço das chamas PABLO ROJAS MARIADAGA / AFP / GETTY IMAGESPORTUGAL. Uma casa quase imersa pelo rio Mondego, em Montemor-o-Velho. As depressões Elsa e Fabien cobriram de água vastas áreas do norte e centro de Portugal MIGUEL PEREIRA / REUTERSIRÃO. Grandes cheias, em março e abril, provocadas por chuvas abundantes, isolaram aldeias, provocaram dezenas de mortos e milhares de desalojados, como esta mulher REUTERSITÁLIA. Inundações em Veneza são fenómenos recorrentes que cunham a identidade da cidade. Mas em novembro, a “acqua alta” foi mais intensa do que o habitual MANUEL SILVESTRI / REUTERSRÚSSIA. Na linha da frente do combate às alterações climáticas está a redução das emissões de gases tóxicos para a atmosfera. Nesse capítulo, há trabalho a fazer nesta fábrica de Moscovo WALDO SWIEGERS / GETTY IMAGESÍNDIA. Em cidades muito poluídas como Nova Deli, só os forasteiros estranham a existência de “bares de oxigénio”, onde se vende oxigénio para fins recreativos ANUSHREE FADNAVIS / REUTERSNOVA ZELÂNDIA. Dois socorristas parecem formigas na imensidão da lava cuspida pelo vulcão Whakaari. A erupção, a 9 de dezembro, surpreendeu fatalmente turistas que visitavam a ilha GETTY IMAGESSUÍÇA. A 1 de outubro, dois caminheiros seguiam por um trilho próximo do glaciar Aletsch, nos Alpes, onde havia mais vegetação do que neve FABRICE COFFRINI / AFP / GETTY IMAGESQUÉNIA. O rio Njoro, que neste troço mais se assemelha a um “rio de lixo”, desagua no lago Nakuru, inserido num parque natural que é património da UNESCO JAMES WAKIBIA / GETTY IMAGESÁFRICA DO SUL. Peixes mortos, recolhidos de uma barragem que secou, em Graaff-Reinet MIKE HUTCHINGS / REUTERSCOLÔMBIA. Contentores de apoio à construção de uma barragem, na cidade de Ituango. Interferir nos cursos de água é uma opção muitas vezes desastrosa em termos ambientais NICOLO FILIPPO ROSSO / GETTY IMAGESTURQUIA. A construção de barragens implica, por vezes, a deslocalização de populações inteiras. Foi o caso de Hasankeyf, que obrigou também à transferência de uma mesquita do século XV SERTAC KAYAR / REUTERSBANGLADESH. Há mais poluição do que água neste troço do rio Buriganga, na capital do país, Daca MOHAMMAD PONIR HOSSAIN / REUTERSISRAEL. A degradação dos ecossistemas desorienta os animais. A 5 de dezembro, este grupo de javalis selvagens parecia meio perdido, numa zona residencial da cidade de Haifa MENAHEM KAHANA / AFP / GETTY IMAGESKOSOVO. Em Pristina, a estátua de Madre Teresa de Calcutá surge de máscara posta. Um gesto simbólico para alertar para o ar irrespirável da cidade ARMEND NIMANI / AFP / GETTY IMAGESMÈXICO. Com mais de 20 milhões de habitantes na área metropolitana, a Cidade do México é problemática em termos ambientais. A 16 de maio, por causa da poluição do ar, as escolas fecharam HENRY ROMERO / REUTERSBOTSUANA. Hipopótamo morto no solo inóspito perto do Delta do Okavango, um dos últimos santuários de vida selvagem em África. A falta de chuva levou o governo a declarar “ano de seca” MONIRUL BHUIYAN / AFP / GETTY IMAGESTAILÂNDIA. Em Banguecoque, este casal compra o almoço num negócio de rua, mas tarda em retirar do rosto a máscara que lhes protege as vias respiratórias ROMEO GACAD / AFP / GETTY IMAGESHONDURAS. Ainda há água neste reservatório de Concepcion, nos arredores de Tegucigalpa, mas a encosta gretada revela que o seu nível tem-se mantido baixo JORGE CABRERA / REUTERSREINO UNIDO. Em Londres, os dias chuvosos e cinzentos deram lugar a jornadas ensolaradas e calorentas. Muitos locais refrescaram-se nos oportunos jatos de água de Granary Square NICOLAS ECONOMOU / GETTY IMAGESARGENTINA. Para os amantes de trekking nos glaciares, o Perito Moreno, no sul da Patagónia, é um destino obrigatório… e urgente já que o gelo está a derreter a grande velocidade DAVID SILVERMAN / GETTY IMAGESVENEZUELA. Habitantes de Caracas fazem fila para recolher água que brota de um cano partido. A vida sem estabilidade política é difícil, mas sem água é impossivel JUAN BARRETO / AFP / GETTY IMAGESBOLÍVIA. Chuvas fortes seguidas de deslizamentos de terras originaram o colapso de casas ao estilo de um castelo de cartas. Foi em abril, na região de La Paz DAVID MERCADO / REUTERSURUGUAI. Separação de lixo eletrónico num armazém de Montevideu. O seu destino final origina, muitas vezes, problemas ambientais ANDRES STAPFF / REUTERSSUDÃO DO SUL. Rodeada por água, acumulada após chuvas intensas, esta sudanesa vai à procura de água potável, na cidade de Pibor ANDREEA CAMPEANU / REUTERSJAPÃO. Um rasto de petróleo derramado de uma fábrica contamina parte de Omachi, após chuvas torrenciais terem inundado a cidade GETTY IMAGESNIGÉRIA. Um bombeiro carrega uma mangueira junto a um oleoduto em chamas, vandalizado por ladrões de petróleo. É um desastre ambiental frequente no país PIUS UTOMI EKPEL / AFP / GETTY IMAGESHAITI. Jovens passeiam-se pelo trilho de um esgoto perto das casas onde vivem, em Port-au-Prince CHANDAN KHANNA / AFP / GETTY IMAGESBAAMAS. Originária do Haiti, Aliana Alexis viveu a tragédia nas Baamas. Em setembro, o furacão Dorian varreu o arquipélago e reduziu a sua casa a um monte de destroços AL DIAZ / GETTY IMAGES
Artigo publicado no “Expresso Online”, a 31 de dezembro de 2019. Pode ser consultado aqui
Dezembro é mês de Natal e, de ano para ano, a época começa a assinalar-se cada vez mais cedo. Este ano não é exceção. Desde o início do mês, o Pai Natal tem sido visto nos cantos do mundo. Em protestos sociais e ambientais, a dar cor às fotos dos turistas, na promoção de eventos comerciais ou simplesmente a distribuir boa disposição
Um mergulhador vestido de Pai Natal promove um evento num aquário de Seul, na Coreia do Sul KIM HONG-JI / REUTERSO ator norte-americano Bill Myers distribui presentes às crianças que vivem num acampamento em Matamoros, no México, enquanto esperam por asilo nos Estados Unidos VERONICA CARDENAS / REUTERSNa cidade palestiniana de Belém, onde segundo a tradição cristão nasceu Jesus Cristo, um Pai Natal dá cor às fotos dos turistas MUSSA QAWASMA / REUTERSDurante uma pausa na campanha eleitoral no Reino Unido, para participar num jogo de futebol, o primeiro-ministro Boris Johnson foi saudado pelo Pai Natal TOBY MELVILLE / GETTY IMAGESNuma visita à Bolsa de Valores de Nova Iorque, em dia de sessão especial LUCAS JACKSON / REUTERSOlhos nos olhos com a polícia de choque de Bordéus, solidário com os franceses que estão em greve contra a reforma do sistema de pensões proposta pelo Governo NICOLAS TUCAT / AFP / GETTY IMAGESQuando é preciso, pega em armas e vai à luta, como neste protesto em Santiago do Chile IVAN ALVARADO / REUTERS“Viejito Pascuero”, como também é chamado o Pai Natal no Chile, “lembra-te de mim, queremos o Piñera fora do país”, pede este manifestante. Sebastián Piñera é o Presidente chileno JOSE SAAVEDRA / REUTERSNum país esmagadoramente muçulmano como é o Iraque, o Pai Natal também tem lugar nos protestos antigovernamentais AHMAD AL-RUBAYE / AFP / GETTY IMAGES“Sejam bons!” para o planeta. É a leitura que se faz do cartaz exibido por este ativista do movimento ambientalista radical Extinction Rebellion, durante um protesto em Londres HENRY NICHOLLS / REUTERSUm tratador invulgar alimenta os animais (e anima as fotografias), no aquário do Rio de Janeiro, no Brasil IAN CHEIBUB / REUTERSDistribuindo “dá cá mais cinco” pelos espectadores do jogo da NBA entre os Brooklyn Nets e os Denver Nuggets, em Nova Iorque REUTERSNo feminino, num bar de Filadélfia, nos Estados Unidos MARK MAKELA / REUTERSMotivo de inspiração de três apoiantes do Borússia de Dortmund, durante uma partida de futebol para o campeonato alemão INA FASSBENDER / AFP / GETTY IMAGESNa pele de um militante do Partido Conservador britânico, à espera do resultado das eleições legislativas, num evento em Londres HANNAH MCKAY / REUTERSDescontraidamente por aí ALEX BURSTOW / GETTY IMAGES
Artigo publicado no “Expresso Online”, a 14 de dezembro de 2019. Pode ser consultado aqui
Umas são breves, outras mais palavrosas. Todas foram notícia no mundo inteiro pelos termos usados ou porque fazem alusão a assuntos verdadeiramente importantes
“Prefiro morrer numa valeta a adiar o ‘Brexit’” (Boris Johnson, primeiro-ministro britânico) FRANK AUGSTEIN / GETTY IMAGES“Não posso permanecer em silêncio diante de uma das pragas do nosso tempo, e que, infelizmente, também tem implicado vários membros do clero. O abuso de menores é um dos piores e mais vis possíveis crimes” (Papa Francisco) YARA NARDI / REUTERS“Vamos dar uma resposta simétrica. Os nossos parceiros norte-americanos anunciaram que suspendem a sua participação no tratado [de não proliferação de armas nucleares de alcance intermédio]. Pois nós também o vamos fazer” (Vladimir Putin, Presidente da Rússia) BRENDAN SMIALOWSKI / AFP / GETTY IMAGES“Tenho-me questionado como será o lugar especial no inferno reservado àqueles que promoveram o ‘Brexit’ sem terem sequer um esboço de um plano para realizá-lo em segurança” (Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu até 1 de dezembro) CARLO ALLEGRI / REUTERS“A Coreia do Norte, sob a liderança de Kim Jong-un, tornar-se-á numa grande potência económica” (Donald Trump, Presidente dos EUA) SAUL LOEB / AFP / GETTY IMAGES“Trump é um racista, é um vigarista, é um embuste” (Michael Cohen, antigo advogado pessoal do Presidente dos EUA, testemunhando perante o Congresso) CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES“A próxima guerra não será como a I ou II Guerra Mundial, disputada com armas. Será talvez porque alguém, por exemplo, carregou numa tecla e cortou a energia elétrica a um hospital ou provocou a explosão de um reator nuclear, e quando isso acontecer finalmente teremos todos a noção do quão sério é um ciberataque. Será uma guerra entre grandes ‘hackers’” (Moran Cerf, neurocientista que trabalhou na prevenção de ciberataques para o Governo de Israel) RONEN ZVULUN / REUTERS“A Europa considera países de entrada, como a Grécia, parques de estacionamento convenientes para refugiados e migrantes. É isto a solidariedade europeia? Não! Não aceito mais esta situação” (Kyriakos Mitsotakis, primeiro-ministro da Grécia desde 8 de julho) ARIS MESSINIS / AFP / GETTY IMAGES“O seu silêncio sobre direitos humanos é preocupante” (Kenneth Roth, diretor da Human Rights Watch, sobre o secretário-geral das Nações Unidas António Guterres) SUSANA VERA / REUTERS“Pretendo beneficiar filho meu, sim” (Jair Bolsonaro, Presidente brasileiro, perante a possibilidade do seu filho Eduardo ser nomeado embaixador do Brasil em Washington) ADRIANO MACHADO / REUTERS“Finalmente, uma mulher está à frente da Comissão Europeia” (Jean-Claude Juncker, saudando a sua sucessora, Ursula von der Leyen) THIERRY MONASSE / GETTY IMAGES“Se a Índia cometer alguma violação, vamos lutar até ao fim. Está a chegar o momento de vos ensinar uma lição” (Imran Khan, primeiro-ministro paquistanês, após Nova Deli ter acabado com o estatuto especial da Caxemira indiana) DREW ANGERER / GETTY IMAGES“Dissemos isso repetidamente e repetimos: não temos intenção de ter conversações bilaterais com os Estados Unidos [sobre acordo nuclear]. Nunca o fizemos e nunca faremos” (Hassan Rohani, Presidente do Irão) TIMOTHY A. CLARY / AFP / GETTY IMAGES“Continuarei a liderar o país, de acordo com a lei, com responsabilidade, devoção e preocupação com a segurança e o futuro de todos” (Benjamin Netahyanu, primeiro-ministro de Israel, após ser acusado de corrupção e fraude pela justiça do seu país) ODED BALILTY / AFP / GETTY IMAGES“Quem tentar atividades separatistas em qualquer parte da China acabará com o corpo esmagado e os ossos quebrados, e qualquer força externa que apoie essas tentativas será considerada pelo povo chinês como irrealista” (Xi Jinping, Presidente chinês, num aviso velado aos manifestantes de Hong Kong) NICOLAS ASFOURI / GETTY IMAGES“Oooordeeer! Oooordeeer!” (John Bercow, presidente da Câmara dos Comuns até 4 de novembro. Depois de abandonar funções, esclareceu a sua posição quanto ao ‘Brexit’: “Se me perguntarem o que penso sobre o ‘Brexit’, se é bom para a nossa reputação internacional, a resposta honesta é não. Considero o ‘Brexit’ o maior erro de política externa desde a II Guerra Mundial”) REUTERS“O que estamos a assistir é a morte cerebral da NATO” (Emmanuel Macron, Presidente francês) HENRY NICHOLLS / REUTERS“[A Venezuela é] um país profundamente democrático” (Nicolas Maduro, que a 10 de janeiro tomou posse para um novo mandato como Presidente da Venezuela) MANAURE QUINTERO / REUTERS“As ações do Presidente violaram seriamente a Constituição. Hoje, peço ao presidente [do Comité Judiciário] que avance com os artigos para o ‘impeachment’. Os factos são incontestáveis” (Nancy Pelosi, líder da Câmara dos Representantes dos EUA) CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES“Estamos em greve porque fizemos o nosso trabalho de casa, e eles não” (Greta Thunberg, estudante sueca que desencadeou as “sextas-feiras de greve às aulas pelo clima”, em todo o mundo) MICHAEL CAMPANELLA / GETTY IMAGES
Artigo publicado no “Expresso Online”, a 14 de dezembro de 2019. Pode ser consultado aqui
A pobreza e a saturação demográfica de Manila empurram famílias inteiras para dentro dos cemitérios da cidade. Vivem ali anos a fio, improvisando formas de sustento. O Dia de Todos os Santos, que se assinala esta sexta-feira, é uma oportunidade para ganharem um dinheiro extra e iludirem a profunda miséria em que vivem
Aquela que é para milhões de filipinos a sua última morada é também, para uns quantos milhares, a única casa possível. Em Manila, famílias inteiras vivem no interior de cemitérios públicos. Muitos ali nasceram, ali tiveram filhos e enterraram os pais. Sem condições para viverem na cidade, refugiam-se onde lhes é garantido teto de forma gratuita.
É o que acontece no Cemitério do Norte, um dos maiores e mais antigos da capital das Filipinas, onde jazem cerca de um milhão de pessoas, entre as quais personalidades históricas e celebridades. Inaugurado em 1904, é uma espécie de cidade dentro da cidade que se estende por 54 hectares (aproximadamente 54 campos de futebol) e onde se (sobre)vive sem saneamento, eletricidade e água potável.
A qualquer hora do dia, há colchões estendidos em cima de tumbas de mármore onde alguém dormita. Dentro de mausoléus, vê-se televisão com eletricidade desviada da rede pública. Os jazigos servem de mesa de refeições ou de tampo para jogos de tabuleiro, da preferência dos mais velhos. Os mais jovens jogam basquetebol nas ruas com cestos afixados em paredes com ossários. E há sempre alguém que toma banho ao ar livre, com água do balde tirada de um poço.
Nas ruas do cemitério, o lixo abunda, misturado com crânios e esqueletos abandonados a céu aberto e roupas rotas de cadáveres exumados ou à espera de serem incinerados.
Para as crianças — que recebem alguma instrução graças à generosidade de voluntários —, saltar de jazigo em jazigo é uma diversão indescritível. Indiferentes à chegada de mais um funeral — e são dezenas por dia, no Cemitério do Norte — convivem com a morte num registo chocante de grande banalidade.
Pressão demográfica
Viver no cemitério é o recurso possível para quem não tem meios para se aguentar na cidade. As Filipinas são um país de 110 milhões de habitantes onde, segundo o Banco Mundial, cerca de 22 milhões vivem abaixo do limiar nacional de pobreza. A capital, Manila, é uma das megacidades do mundo, com 12 milhões de habitantes: segundo o recenseamento de 2015, a cidade tem uma média de 71 mil habitantes por quilómetro quadrado.
Antiga colónia espanhola, as Filipinas são um país onde as tradições católicas são vividas com devoção e fervor, como acontece no Dia de Todos os Santos, que se assinala esta sexta-feira. Para quem vive nos cemitérios, estes rituais fúnebres são oportunidades para amealharem uns pesos extra e viverem os tempos que se seguem de forma mais desafogada.
Quem tem os seus ali enterrados quer ver os jazigos asseados e solicita os serviços de quem, morando nos cemitérios, tenta ganhar a vida a limpar túmulos, a cinzelar os nomes dos defuntos nas lápides de mármore, a trabalhar como pedreiros e coveiros, a ajudar a transportar caixões ou a vender flores e velas feitas com cera reciclada.
Esta “economia fúnebre” passa também por algum comércio voltado para os próprios moradores, como lojas de conveniência, cafés e karaokes. Há quem trabalhe na cidade e durma no cemitério. Todos sentir-se-ão esquecidos pelo “mundo lá fora”, mas tentam mentalizar-se que pelo menos ali conseguem viver.
E excetuando os dias em que há raides da polícia na perseguição a narcotraficantes e “zombis” — como o polémico Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterre, chama aos toxicodependentes —, viver nos cemitérios é incomparavelmente mais calmo do que na confusão de Manila.
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Brincadeiras na água dentro de um mausoléu, num cemitério de Manila MASSIMO RUMI / BARCROFT MEDIA / GETTY IMAGESVida e morte convivem no quotidiano de milhares de filipinos que vivem em cemitérios ARTUR WIDAK / NURPHOTO / GETTY IMAGESCrianças alegres, num triciclo que circula entre jazigos CHERYL RAVELO / REUTERSUm casal apoia-se numa tumba, junto ao seu pequeno negócio ARTUR WIDAK / NURPHOTO / GETTY IMAGESChegada de um funeral, junto a uma casa feita com blocos de cimento e chapas de zinco PAULA BRONSTEIN / GETTY IMAGESNos cemitérios de Manila, não há escolas. A educação das crianças depende de voluntários CHERYL RAVELO / REUTERSHora de diversão dentro do Cemitério do Norte, em Manila EZRA ACAYAN / GETTY IMAGESPartida de basket junto a uma parede com ossários EZRA ACAYAN / NURPHOTO / GETTY IMAGESConcentrados no jogo de bilhar, indiferentes ao que os rodeia NOEL CELIS / AFP / GETTY IMAGESRoupas de moradores num cemitério de Manila MASSIMO RUMI / BARCROFT MEDIA / GETTY IMAGESUma residente põe a roupa a secar junto a um amontoado de jazigos TAKAHIRO YOSHIDA / GETTY IMAGESOssadas humanas num depósito de lixo NOEL CELIS / AFP / GETTY IMAGESQualquer sítio é bom para dormir, mesmo nos dias de maior afluência ao cemitério MOHD SAMSUL MOHD SAID / GETTY IMAGESNo Cemitério do Norte, há vida até no beco mais estreito MASSIMO RUMI / BARCROFT MEDIA / GETTY IMAGESCrisóstomo não perde a fé, ainda que o espaço a que chama casa seja este pequeno cubículo PAULA BRONSTEIN / GETTY IMAGESMural no cemitério público de Navotas, em Manila NOEL CELIS / AFP / GETTY IMAGESAs casas crescem por cima de filas de túmulos EZRA ACAYAN / NURPHOTO / GETTY IMAGESQualquer sítio serve para conviver e tomar-se uma refeição EZRA ACAYAN / NURPHOTO / GETTY IMAGESO conforto possível, no interior de um mausoléu, no Cemitério do Norte PAULA BRONSTEIN / GETTY IMAGESNão há tanque para lavar a roupa. Quanto à água, há que ir buscar ao poço CHERYL RAVELO / REUTERSUma loja de conveniência, dentro do Cemitério do Norte ARTUR WIDAK / NURPHOTO / GETTY IMAGESBasta uma bola e a brincadeira está garantida PAULA BRONSTEIN / GETTY IMAGESJogos de tabuleiro, em cima de um túmulo, no Cemitério de Navotas NOEL CELIS / AFP / GETTY IMAGESSem parques infantis por perto, as crianças dão largas à imaginação possível EZRA ACAYAN / NURPHOTO / GETTY IMAGESUm banho rápido e de água fria, junto a um poço, num cemitério filipino ARTUR WIDAK / NURPHOTO / GETTY IMAGESUma rua coberta de lixo, no Cemitério de Navotas NOEL CELIS / AFP / GETTY IMAGESNo Cemitério do Norte, um grupo de crianças estuda dentro de um mausoléu ARTUR WIDAK / NURPHOTO / GETTY IMAGESTratando-se de crianças, nada dentro do cemitério fica por percorrer EZRA ACAYAN / NURPHOTO / GETTY IMAGESEsta família goza de alguma privacidade, dentro de um mausoléu JOHN JAVELLANA / REUTERSNa falta de escorregas, as crianças improvisam EZRA ACAYAN / NURPHOTO / GETTY IMAGESUm cemitério que mais parece um bairro de lata NOEL CELIS / AFP / GETTY IMAGESO colchão é uma chapa de zinco ondulada DONDI TAWATAO / GETTY IMAGESHá quem nasça nos cemitérios de Manila EZRA ACAYAN / NURPHOTO / GETTY IMAGESApesar de não haver serviço de eletricidade no cemitério, não faltam televisões ROMEO RANOCO / REUTERSA curiosidade de quem vive no cemitério perante o ritual de quem visita a campa de um familiar EZRA ACAYAN / NURPHOTO / GETTY IMAGES
Artigo publicado no “Expresso Online”, a 31 de outubro de 2019. Pode ser consultado aqui
O Médio Oriente deixou de ser a região mais crítica para os cristãos. Nos últimos dois anos, a perseguição intensificou-se na Ásia Meridional e Oriental, denuncia o último relatório da fundação Ajuda à Igreja que Sofre
O pesar com que, tradicionalmente, os cristãos celebram a morte de Jesus Cristo ultrapassou este ano as fronteiras do simbólico. No Sri Lanka, a 21 de abril — era Domingo de Páscoa —, três ataques contra outras tantas igrejas mataram 258 fiéis e feriram mais de 500. Reivindicados pelos extremistas do Daesh — o autodenominado “Estado Islâmico”, que estava em perda no Iraque e na Síria —, aqueles atentados provavam que, naquele país de maioria budista, a estratégia de ataque terrorista tinha como alvo primordial a minoria cristã.
Nos últimos dois anos, esta chacina cingalesa foi, de longe, a pior atrocidade cometida contra cristãos em todo o mundo. Outra ataque sangrento aconteceu nas Filipinas — país maioritariamente católico —, durante a eucaristia dominical de 27 de janeiro último: 22 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas após a explosão de duas bombas junto à Catedral de Nossa Senhora do Monte Carmelo, na ilha de Jolo. O atentado foi também reivindicado pelo Daesh.
A oriente, paralelamente ao “extremismo islâmico”, duas outras frentes contribuem para episódios de opressão aos cristãos: “o nacionalismo populista” e “regimes autoritários”. Em países como a Índia ou Myanmar (antiga Birmânia), lê-se no relatório, há uma unidade cada vez maior “entre grupos religiosos nacionalistas e governos”, que colocam as minorias religiosas na mira da intolerância.
Há cerca de duas semanas, na cidade indiana de Guwahati, membros de uma organização de camponeses saíram à rua em protesto contra uma proposta de revisão da Lei da Cidadania de 2016 que prevê que imigrantes hindus, sikhs, budistas e cristãos, entre outros, oriundos do Afeganistão, Bangladesh e Paquistão passem a ser elegíveis para obter a cidadania indiana.
Na “maior democracia do mundo”, onde o nacionalismo hindu impulsiona a perseguição a minorias religiosas, registaram-se mais de 1000 ataques contra cristãos entre o início de 2017 e finais de março de 2019. Em resposta ao extremismo… foram encerradas mais de 100 igrejas.
No vizinho Paquistão — onde os cristãos são 1,5% de uma população de 200 milhões —, a Constituição consagra a liberdade religiosa. Há igrejas e escolas, hospitais e instituições cristãs que atendem todos sem exceção, mas os preconceitos e as perceções negativas em relação a quem não é muçulmano incentivam ao ódio.
“Os empregos considerados menores, sujos e humilhantes, são frequentemente ocupados por cristãos”, refere o relatório da AIS. “Os trabalhadores cristãos constituem uma fatia muito elevada da força de trabalho nos esgotos e na limpeza de estradas.”
Médio Oriente em contagem decrescente
O agravamento da situação dos cristãos no Oriente coincide com uma melhoria na conturbada região do Médio Oriente, onde o êxodo contínuo de cristãos para longe das terras onde sempre viveram assemelha-se, nas palavras do Arcebispo de Alepo (Síria), o maronita Joseph Tobji, a “uma ferida que sangra”.
Declarada em 2017, a derrota do Daesh contribuiu para diminuir consideravelmente a pressão sobre as comunidades cristãs na Síria e no Iraque. Ainda assim, realça o relatório, na região onde a religião cristã nasceu, “a contagem decrescente para o desaparecimento do Cristianismo parece imparável”.
Na Síria, o único país onde ainda é possível escutar o aramaico — a língua falada por Jesus —, os cristãos eram cerca de 1,5 milhões em 2011, quando começou a revolta popular contra Bashar al-Assad, e que evoluiria no sentido da guerra; hoje, não serão mais do que 500 mil. A 11 de julho passado, a explosão de um carro armadilhado junto a uma igreja em Qamishli, no nordeste, mostra que a trégua não é total.
No Iraque, a fuga dos cristãos é mais antiga. Estima-se que por alturas da invasão norte-americana, em 2003, os cristãos eram cerca de 1,5 milhões e que, ainda antes do advento do Daesh, em 2014, já tinham caído para menos de 500 mil. Hoje, os cristãos iraquianos poderão ser menos de 150 mil. “No prazo de uma geração, a população cristã do Iraque teve um declínio de mais de 90%”, constata o relatório.
Os detestados ‘adoradores da cruz’
Quem foi resiliente e ficou vive temeroso de que “uma nova versão do Daesh” possa emergir. Desde a cidade assíria de Bartella, no norte do Iraque, o padre Behnam Benoka é testemunha de uma hostilidade persistente contra os cristãos por parte das milícias shabak (muçulmanos xiitas) numa pressão contínua “para forçar os cristãos a abandonarem as nossas terras”, diz o clérigo. Os cristãos são protegidos por militares, há boicotes às lojas geridas por cristãos e altifalantes nas suas áreas de residência que transmitem as orações nas mesquitas.
“Sobretudo no que diz respeito ao Iraque”, diz o relatório, “não é exagerado dizer que o Daesh pode ter perdido a batalha da supremacia militar no Médio Oriente, mas em partes da região eles vão a caminho da vitória por conseguirem extinguir os muito detestados ‘adoradores da cruz’, os cristãos.”
Papa atento e atuante
Atento ao drama das minorias cristãs, o Papa Francisco realizou, este ano, duas visitas pastorais especialmente relevantes. Em setembro, esteve em Madagáscar, um país maioritariamente cristão onde, segundo denúncias do Cardeal Désiré Tsarahazana, o perigo vem do exterior, com planos de construção de 2600 mesquitas no país. “É uma invasão, com dinheiro de países do Golfo e do Paquistão. Eles compram as pessoas.”
Meio ano antes, o Papa tinha estado em Marrocos, onde se estima que vivam cerca de 25 mil cristãos — a esmagadora maioria africanos subsarianos —, entre 35 milhões de muçulmanos. A 19 de junho de 2018, o então ministro da Justiça, Mohamed Aujjar, afirmou na televisão que não existem “cidadãos cristãos” naquele país muçulmano. Não foi exagero do governante: os cristãos marroquinos não são reconhecidos pelo Estado.
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SRI LANKA. Um segurança protege os fiéis em oração numa igreja de Colombo LAKRUWAN WANNIARACHCHI / AFP / GETTY IMAGESSRI LANKA. No domingo de Páscoa de 2019, a Igreja de Santo António, na capital do país, foi alvo de um atentado sangrento ISHARA S. KODIKARA / AFP / GETTY IMAGESFILIPINAS. Capela inacessível por terra após fortes tempestades, em fevereiro, na província de Bulacan NOEL CELIS / AFP / GETTY IMAGESFILIPINAS. Cerimónia de bênção de ramos junto à Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, a norte de Manila, em abril passado NOEL CELIS / AFP / GETTY IMAGESMYANMAR. Catedral católica de Santa Maria, também chamada Catedral da Imaculada Conceição, em Rangum. Em Myanmar, a maioria dos cristãos são protestantes FRANK BIENEWALD / GETTY IMAGESCHINA. Liturgia na Igreja da Intercessão, em Harbin, na província mais setentrional do país ARTYOM IVANOV / GETTY IMAGESCHINA. Uma católica tibetana participa numa cerimónia religiosa na Igreja Cizhong, na zona autónoma tibetana de Diqing, no sudoeste da China TYRONE SIU / REUTERSPAQUISTÃO. Segurança apertada numa igreja metodista, na cidade paquistanesa de Quetta BANARAS KHAN / AFP / GETTY IMAGESPAQUISTÃO. Terços à venda num bairro cristão em Islamabad FAISAL MAHMOOD / REUTERSÍNDIA. A diretora de uma escola feminina preside a uma cerimónia em honra de Nossa Senhora do Rosário, na cidade indiana de Secunderabad, a 21 de outubro passado NOAH SEELAM / AFP / GETTY IMAGESÍNDIA. Celebrando o nascimento de Maria, católicas indianas partem cocos junto a uma imagem religiosa, em Hyderabad NOAH SEELAM / AFP / GETTY IMAGESSÍRIA. Momento da comunhão na Igreja da Virgem Maria (ortodoxa), na cidade de Qamishli, no Curdistão sírio. A 11 de julho, uma bomba junto ao templo fez 11 feridos DELIL SOULEIMAN / AFP / GETTY IMAGESSÍRIA. Uma estátua da Virgem Maria “abençoa” a cidade cristã de Maalula, 56 quilómetros para nordeste de Damasco LOUAI BESHARA / AFP / GETTY IMAGESIRAQUE. A 16 de junho, a Igreja da Virgem Maria, em Bassorá, reabriu portas após obras de reabilitação. “Um sinal de esperança”, disse o arcebispo caldeu Alnaufali Habib Jajou ESSAM AL-SUDANI / REUTERSIRAQUE. O santuário mariano de Bassorá, a segunda cidade mais populosa, está repleto para a eucaristia de domingo ESSAM AL-SUDANI / REUTERSEGITO. Abóbada de uma igreja grega ortodoxa do século X, na cidade velha do Cairo AMIR MAKAR / AFP / GETTY IMAGESEGITO. A maioria dos cristãos egípcios são coptas. Num país com cerca de 100 milhões de habitantes, os coptas são uma minoria de 10 milhões KHALED DESOUKI / AFP / GETTY IMAGESSUDÃO. Este professor sudanês ajudou a improvisar esta igreja, num bairro de Omdurman JEAN MARC MOJON / AFP / GETTY IMAGESERITREIA. Uma menina da tribo Kunama junto a um poster da Sagrada Família ERIC LAFFORGUE / GETTY IMAGESNIGÉRIA. Um homem passa junto a um crucifixo em frente à igreja de um “bairro de lata”, na cidade de Lagos PIUS UTOMI EKPEI / AFP / GETTY IMAGESNIGÉRIA. Missa de domingo, numa igreja de Kajuru, no estado de Kaduna LUIS TATO / AFP / GETTY IMAGESBURKINA FASO. Uma oração solitária, em frente à igreja de Nossa Senhora de Kaya, na cidade com o mesmo nome ANNE MIMAULT / REUTERSMADAGASCAR. Populares esperam na berma de uma estrada de Antananarivo para ver passar o Papa Francisco, que visitou o país em setembro passado RIJASOLO / AFP / GETTY IMAGESMARROCOS. Cristãos subsarianos assistem à missa, em Rabat, capital de Marrocos, outro país visitado pelo Papa este ano FADEL SENNA / AFP / GETTY IMAGESMÉDIO ORIENTE. Na região onde o Cristianismo nasceu, o seu desaparecimento parece imparável LAKRUWAN WANNIARACHCHI / AFP / GETTY IMAGES
Artigo publicado no “Expresso Online”, a 25 de outubro de 2019. Pode ser consultado aqui
Jornalista de Internacional no "Expresso". A cada artigo que escrevo, passo a olhar para o mundo de forma diferente. Acho que é isso que me apaixona no jornalismo.