Arquivo de etiquetas: Israel

Foguetes atingem estância israelita

Dois foguetes caíram em Eilat, um importante destino turístico no Mar Vermelho. Não provocou vítimas, mas relança o problema da insegurança na península egípcia do Sinai

A cidade israelita de Eilat foi atingida, na quarta-feira de manhã, por dois foguetes. Um caiu numa zona residencial, o outro numa área desabitada. O ataque provocou estragos, mas não se registaram feridos.

O Exército israelita disse que os foguetes foram disparados por terroristas islamitas, a partir da península egípcia do Sinai. Inicialmente, as autoridades egípcias negaram essa possibilidade, mas mais tarde anunciaram uma inspeção à região na procura de indícios.

Ao início da tarde, o diário israelita “Haaretz” escreveu que o ataque foi reivindicado pelo grupo salafita Magles Shoura al-Mujahddin, em retaliação à forma como as forças israelitas lidaram com os protestos de palestinianos relativos à morte de um prisioneiro.

O aeroporto de Eilat esteve temporariamente encerrado. Segundo o “Jerusalem Post”, mal soaram as sirenes de alarme, os turistas foram conduzidos para salas de segurança, nos hotéis.

Há duas semanas, uma bateria do escudo israelita antimíssil Cúpula de Ferro foi instalada perto de Eilat, que é simultaneamente um importante destino turístico no Mar Vemelho. Hoje, o sistema não foi utilizado.

A Rádio de Israel chegou a noticiar que dois outros foguetes tinham sido disparados contra Aqaba, uma estância em território jordano, a poucos quilómetros de Eilat. Mais tarde, as autoridades da Jordânia desmentiram.

Artigo publicado no “Expresso Online”, a 17 de abril de 2013. Pode ser consultado aqui

Entre muros e colonatos

No território da Cisjordânia, a construção do muro de separação e o projeto de colonização israelita deixam cada vez menos terras disponíveis para os palestinianos. Cerca de 60% do território está ocupado por Israel. Hebron é um caso extremo, com colonos da linha dura que recorrem à violência para expulsar populações palestinianas e ocupar o seu espaço. Tão antigo quanto o próprio conflito, o drama dos refugiados dos cinco milhões, mais de dois milhões vivem nos dois territórios palestinianos (Cisjordânia e Gaza) arrasta-se desde 1948. A solução de dois Estados é cada vez mais inviável. Mas no bazar da cidade velha de Jerusalém, não se perde o sentido de humor…

Viagem realizada em março de 2013, a convite do Representante da União Europeia para a Cisjordânia e Gaza

Portefólio publicado no “Courrier Internacional, de abril de 2013

Israel pede desculpa à Turquia

A visita de Obama a Israel começa a dar frutos. O primeiro-ministro Netanyahu telefonou ao homólogo turco e pediu desculpas pelo ataque de 2010 à frota humanitária. Segue-se a normalização das relações

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pediu hoje “desculpa” ao povo turco por “erros operacionais” que levaram à morte de nove cidadãos turcos, em 2010, que seguiam a bordo de uma frota humanitária que tentava chegar à Faixa de Gaza.

Netanyahu telefonou ao seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, hoje de manhã, quando o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, terminava a sua primeira visita oficial a Israel.

O chefe do Governo israelita informou Erdogan que Israel concorda em pagar compensações às famílias das vítimas. O jornal turco “Today’s Zaman” confirmou que Erdogan aceitou as desculpas.

Israel e Turquia acordaram ainda “normalizar as relações diplomáticas entre ambos, incluindo o regresso dos embaixadores e o cancelamento de processos judiciais contra soldados das Forças de Defesa de Israel”.

O diferendo remonta a 31 de maio de 2010, quando comandos israelitas tomaram de assalto uma frota de seis embarcações que tentava quebrar o bloqueio israelita a Gaza. Nove ativistas turcos foram mortos, a bordo do navio Mavi Marmara.

Um inquérito ao incidente concluiu que Israel violou o direito humanitário internacional.

O bloqueio a Gaza dura desde 2007, ano em que o movimento islamita Hamas tomou o poder através de um golpe.

Artigo publicado no “Expresso Online”, a 22 de março de 2013. Pode ser consultado aqui

Obama despede-se com rituais judeus e cristãos

Homenagens póstumas e momentos de introspeção, no Museu do Holocausto e na Igreja da Natividade, marcaram o terceiro e último dia de Barack Obama em Israel e na Palestina. De lá, o Presidente dos EUA seguiu para a Jordânia

Obama ladeado por Benjamin Netanyahu e Shimon Peres, após prestar homenagem ao líder sionista Theodor Herzl, no Monte Herzl, em Jerusalém
Ainda no Monte Herzl, junto à campa do ex-primeiro-ministro israelita Yitzhak Rabin, onde depositou uma coroa de flores
Obama cumpre um ritual judaico de colocar uma pequena pedra sobre a sepultura, significando que o falecido não será esquecido
Visita ao Museu do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém
Num momento de Recolhimento, no Hall da Recordação, no Museu do Holocausto
Barack Obama segura o livro que lhe foi oferecido pelo diretor do Yad Vashem, Avner Shalev
À conversa com o rabino Yisrael Meir Lau, durante a visita ao Museu do Holocausto
John Kerry, secretário de Estado norte-americano, no Hall dos Nomes do Museu do Holocausto
No interior da Igreja da Natividade, na cidade palestiniana de Belém
Encontro com o Patriarca grego ortodoxo Theophilos III, na Igreja da Natividade
Obama ladeado por Mahmud Abbas (Presidente da Autoridade Palestiniana) e Vera Baboun, presidente do município de Belém
Manifestantes em Belém pedem o congelamento dos colonatos judeus e o direito de retorno para os refugiados palestinianos
Tempestade de areia à volta do Air Force One, na pista do Aeroporto Ben Gurion, horas antes de Obama partir
Netanyahu e Peres despedem-se de Barack Obama
Obama partiu. Em Nablus (Cisjordânia), confrontos decorrentes de protestos contra o colonato de Qadomem mostram que o conflito continua vivo

Artigo publicado no “Expresso Online”, a 22 de março de 2013. Pode ser consultado aqui

Protestos contra Presidente dos EUA chegam à Jordânia

Ao segundo dia de visita a Israel, Barack Obama deu um salto à Palestina e afirmou que os colonatos judeus são “contraproducentes”. Nesta fotogaleria, veja como o roteiro de Obama está a ser acompanhado por protestos

James Schneider, diretor do Museu de Israel, mostra a Obama e a Netanyahu os Manuscritos do Mar Morto, frangmentos da Bíblia Hebraica, alguns com 2400 anos
Polícias israelitas junto aos destroços de um foguete disparado desde o território palestiniano da Faixa de Gaza contra o sul de Israel
Yossi Haziza vê os estragos causados por um foguete disparado de Gaza no quintal de sua casa, na cidade israelita de Sderot
Protestos contra a visita de Obama, na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza
Obama e Netanyahu de visita a uma exposição de tecnologia israelita, no Museu de Israel, em Jerusalém
Dois robôs entregam bolachas aos ilustres visitantes
Obama cumprimenta a novaiorquina Theresa Hannigan, que usa equipamento médico de tecnologia israelita que lhe permite caminhar
Helicóptero de Obama sobrevoa Ramallah, na Cisjordânia, engalanada com bandeiras palestinianas para receber o Presidente dos EUA
Na Muqata (sede da presidência palestiniana), em Ramallah, fazem-se os últimos preparativos para receber Obama
Air Force One, acabado de aterrar no pátio da Muqata de Ramallah
Obama é recebido pelo Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas
Na conferência de imprensa conjunta, Obama apelou aos palestinianos que retomem as negociações diretas com Israel sem pré-condições
Encontro com crianças palestinianas, no Centro Juvenil Al-Bireh, em Ramallah
Encontro com crianças palestinianas, no Centro Juvenil Al-Bireh, em Ramallah
Boa disposição entre Obama e o primeiro-ministro da Autoridade Palestiniana, Salam Fayad
Jovens palestinianos apresentam ao Presidente dos EUA projetos de tecnologia, no Centro Al-Bireh
Protestos em Ramallah. No cartaz, uma referência à questão dos refugiados: “Quero ver a aldeia do meu pai”, pede-se
Ativistas da organização ambientalista Greenpeace penduram um cartaz na Ponte das Cordas, à entrada de Jerusalém: “Obama: pára a perfuração no Ártico”
Obama faz um discurso sobre política no Centro de Convenções de Jerusalém, onde afirmou que a construção de colonatos é “contraproducente” à paz
A escutar Obama, algumas israelitas árabes. Cerca de 20% da população de Israel é de origem árabe
Confrontos na cidade palestiniana de Hebron: um jovem tenta atingir a polícia israelita com fogo de artifício
Polícia israelita, em cenário de batalha campal, em Hebron
Em Hebron, os confrontos entraram pela noite dentro
Shimon Peres foi o mestre de cerimónias do jantar em honra de Obama e condecorou-o com a Medalha Presidencial de Distinção, a mais alta condecoração civil israelita
Sexta-feira, Obama visita a Igreja da Natividade (que assinala o sítio onde nasceu Jesus), na cidade palestiniana de Belém. Aguardam-no mais protestos anti-Obama
Na sexta-feira, terminada a visita a Israel, Obama seguirá para a Jordânia. “Obama tu não és bem vindo”, lê-se neste cartaz, à porta da embaixada dos EUA em Amã

Artigo publicado no “Expresso Online”, a 21 de março de 2013. Pode ser consultado aqui