O Prémio Aga Khan para a Arquitetura 2013 é entregue, esta sexta-feira, em Lisboa. O projeto de Restauro do Centro Histórico de Birzeit, no território palestiniano da Cisjordânia é um dos distinguidos
O restauro do Centro Histórico de Birzeit, na Cisjordânia, foi distinguido pela Fundação Aga Khan. “A obtenção de um prémio internacional cria nos palestinianos a sensação de que podem ser como qualquer outro povo”, afirmou ao Expresso a ministra palestiniana do Turismo.
A ministra Rula Ma’ayah receberá o prémio relativo ao projeto, numa cerimónia realizada no Castelo de São Jorge que contará com a presença de Aga Khan, líder espiritual dos ismaelitas (uma vertente do xiismo) e do Presidente Cavaco Silva.
“Para um cidadão ou para uma instituição palestinianos, a obtenção de um prémio internacional funciona como um impulso. Ficamos com a sensação que podemos ser como qualquer outro povo”, afirmou Rula Ma’ayah, 43 anos.
“Nós vivemos sob ocupação (de Israel), enfrentamos muitos problemas, mas temos pessoas e instituições capazes, que podem competir a nível internacional.”
Vinte finalistas, de todo o mundo
Instituído em 1977, o Prémio Aga Khan para a Arquitetura, no valor de um milhão de dólares (quase 760 mil euros), promove conceitos de construção que correspondam às necessidades e aspirações de comunidades com uma presença muçulmana significativa. E reconhece exemplos de excelência arquitetónica no campo do design contemporâneo, habitação social, preservação histórica e melhoria do meio ambiente.
Da lista de 20 finalistas, constaram projetos como o Liceu Francês Charles de Gaulle, em Damasco (Síria), a Escola Primária de Girubuntu, em Kigali (Ruanda) e o Restauro Pós-Tsunami das Casas de Kirinda, de Tissamaharama (Sri Lanka).
Conhecedora do trabalho do gabinete de Arquitetura Riwaq, responsável pelo projeto premiado, Eva Oliveira, 34 anos, investigadora de Estudos Palestinianos na Universidade de Birzeit, comenta: “O prémio é importante, desde logo, pelo reconhecimento internacional da qualidade do trabalho arquitetónico executado na Palestina. Este projeto é representativo de vários outros que estão em desenvolvimento nos centros históricos de Jenin e Hebron, por exemplo.”
Uma imagem diferente da Palestina
Outra razão realçada pela investigadora portuguesa prende-se com o aspeto financeiro, “dada a situação económica precária do Estado palestiniano e a dependência de financiamento externo. Com certeza que o dinheiro será usado na restauração de algumas aldeias que estão em ruínas. Os custos da restauração dos edifícios são altos e várias famílias estão a vender as pedras dos edifícios antigos para construírem novas casas a preços mais baixos”.
Há ainda a questão da conservação do património cultural que “sofre ameaças diárias, sobretudo desde a construção do muro de separação (entre Israel e a Cisjordânia). Sabendo-se que aquele que ocupa e coloniza tenta apagar os sinais nativos, prévios à sua chegada, compreende-se que preservar e conservar o património cultural palestiniano é também uma forma de resistência à ocupação: o chamado sumud“.
Por último, Eva Oliveira refere que o prémio “dá uma imagem diferente da Palestina, normalmente associada a caos, conflitos, pessoas mumificadas com pedras e fisgas nas mãos. Este prémio realça os aspetos positivos do povo palestiniano: a humanidade, a cultura, o conhecimento, o profissionalismo. Há um grande potencial na Palestina à espera de ser explorado”.
Em Hebron, há linhas desenhadas nas ruas a separar judeus e árabes. Em Jerusalém, há palestinianos que destroem as próprias casas à marretada para não serem presos. Dezenas de organizações israelitas denunciam a política discriminatória das suas próprias autoridades no tratamento dos palestinianos. O “Expresso” acompanhou o trabalho de duas delas. Reportagem na Palestina
Interdita aos árabes, a Rua Shuhada, em Hebron, foi batizada pelos palestinianos de “Rua do Apartheid” HEBRONITE999 / WIKIMEDIA COMMONS
A casa de Issa Amro é um lugar surreal. Situada no topo da colina de Tel Rumeida, com vista privilegiada sobre a parte velha de Hebron (sul da Cisjordânia), tem como vizinho um colonato judeu, onde meia dúzia de famílias vivem protegidas por 50 soldados israelitas. O quintal dos colonos estende-se até um metro da varanda onde Issa tem montada uma mesa. Sempre que decide tomar uma refeição ao ar livre, tudo pode acontecer — de insultos a cuspidelas.
Há um mês, os colonos tentaram incendiar-lhe a casa, durante a noite. A foto da fogueira apagada junto à porta de entrada circulou pelo Facebook como o último exemplo da violência dos colonos sobre populações palestinianas. “Apresentei queixa. Foi a quarta vez, mas nunca acontece nada. Sou sempre culpado até prova em contrário.” Em 2012, o Supremo Tribunal de Israel decretou que os colonos estão ali ilegalmente, mas a ordem de saída está por cumprir.
Um dos vizinhos de Issa é o fanático Baruch Marzel, fundador do movimento Kach (extrema-direita). Em fevereiro, tentou invadir a casa de Issa. “Atingiu-me na cara e pontapeou-me várias vezes. Empurrei-o para fora. A polícia israelita acusou-me de o atacar e prendeu-me.” Baruch vinha escoltado por um militar israelita armado até aos dentes. O confronto foi filmado e está no YouTube.
Este ano, Issa, de 32 anos, já foi detido três vezes. Numa delas, recusara-se a caminhar pelo lado esquerdo da rua, como soldados israelitas mandaram; o lado direito era para os judeus. Nalgumas ruas, há linhas pintadas no pavimento a fazer a divisão. “Gente má há-a em todo o lado”, diz. “Governos fanáticos, como o de Israel, também. O que não é normal é que a comunidade internacional apoie de forma cega o apartheid que eles praticam. Já há autocarros para judeus e árabes… Há tempos, uma mulher de um colonato sonhou que uma fonte aqui próxima estava ligada a Abraão. A fonte está num terreno privado árabe e muita gente tomava lá banho. Lembraram-se em 2013 que a fonte é dos judeus?”
Yehuda Shaul mostra uma foto comparando a agitação comercial de há uns anos com o abandono de hoje MARGARIDA MOTA
A casa de Issa é paragem obrigatória nas visitas guiadas pela ONG israelita Breaking the Silence (Quebrar o Silêncio) a Hebron. Fundada em 2004, por militares que serviram nos territórios palestinianos durante a segunda Intifada (2000-2005), dedica-se a divulgar junto do público israelita a experiência de jovens soldados destacados para controlar núcleos civis.
“Em Israel, mandam-nos fazer o trabalho, mas não imaginam o que isso significa”, diz Yehuda Shaul, um dos fundadores, durante um percurso pelo H2, a parte de Hebron controlada por Israel e onde fica a casa de Issa. “Servir em Hebron não é o mesmo que estarmos de serviço num checkpoint, maldispostos, porque o pequeno-almoço chegou tarde e a comida estava fria e então descarregamos a frustração implicando com um palestiniano que sorriu, algemando-o, vendando-o e pondo-o a secar ao sol 18 horas. Hebron não é isto. É um abre-olhos, onde fazemos perguntas que nunca antes fizemos.”
Yehuda tem 30 anos. Filho de canadiano e norte-americana, é um ortodoxo praticante e vive em Jerusalém. Andou na escola num colonato. A irmã vive ainda num colonato. Dos três anos de serviço militar obrigatório, cumpriu 14 meses em Hebron. O ponto de viragem na sua vida aconteceu após deixar a tropa, em 2004. “Quando paramos de pensar como um soldado, perdemos as justificações para 90% dos nossos atos”, diz. Subitamente, as fotos ao lado de cadáveres tiradas durante o serviço militar causavam-lhe asco. “Hoje, somos civis e dizemos: ‘Ouçam aquilo que nos mandaram fazer’.”
“Yehuda, conta a verdade!”, grita um colono na via pública. “Os colonos adoram-me”, ironiza. Pouco depois, ouve-se outra boca. Por pudor, ele não traduz. Para os colonos, ele é um traidor. Para Yehuda, os colonos são parte do problema. Em Hebron, vivem 175 mil palestinianos e 850 colonos. Para protege-los, há na cidade 650 militares israelitas. Se um colono ataca um palestiniano, pedem o reforço da segurança… dos colonos.
Militares israelitas jogam à bola com uma criança no colonato de Tel Rumeida MARGARIDA MOTA
A violência dos colonos é, para Yehuda, uma das razões que transformaram Hebron numa “cidade fantasma”. Outra é a atuação quotidiana do exército israelita. Há patrulhas a circular pelas ruas e efetuam-se raides nas casas árabes, de forma aleatória e a coberto da noite. Os palestinianos sentem-se perseguidos e, com o tempo, a vontade de partir sobrepõe-se ao amor à terra.
Em Hebron vivem 850 colonos protegidos por 650 soldados israelitas. Se um colono ataca um árabe, os militares pedem reforços
A terceira causa para a desertificação de Hebron é a mais visível aos olhos do visitante. Há ruas onde o trânsito está proibido a carros árabes; outras vedadas aos peões; noutras, os árabes estão proibidos de abrir lojas. Yehuda fala de uma “estratégia de esterilização” que passa pela criação de zonas tampão entre as duas comunidades, “terras de ninguém” onde não se vê vivalma, as portas de ferro dos edifícios estão soldadas e há placas de betão a bloquear o acesso pelas ruas laterais. Outrora, a principal artéria comercial da cidade, com lojas e vendedores ambulantes ao estilo de um bazar árabe clássico, a Rua Shuhada está hoje interdita aos palestinianos. A sua abertura é agrande reivindicação local.
Às poucas famílias palestinianas que resistem nas “zonas estéreis” só resta ser criativo na hora de sair à rua. Com a porta principal virada para uma “rua estéril” ou recorrem a uma porta alternativa ou sobem ao telhado e saem pelas casas dos vizinhos… Um pormenor denuncia as casas ainda habitadas: as janelas estão forradas com redes de malha fina — nos casos mais extremos, estão envoltas em gaiolas em ferro — para aparar as pedras atiradas pelos colonos.
Um relatório de 2007 elaborado pelas duas maiores organizações israelitas dos direitos humanos (B’Tselem e Associação para os Direitos Civis de Israel), com base em inquéritos porta a porta, revelou que pelo menos 1014 famílias (42% da população) já tinham abandonado a cidade e 1829 lojas (77%) tinham fechado.
Disputa há 4000 anos
Hebron é o coração do conflito israelo-palestiniano. É, aliás, a única cidade palestiniana com colonatos (quatro) no centro. Aqui, as datas clássicas desta questão — 1948 (criação de Israel) e 1967 (Guerra dos Seis Dias) — quase são irrelevantes. A disputa pela cidade dura há 4000 anos, quando, crê-se, Abraão comprou a terra onde hoje se ergue o Túmulo dos Patriarcas, na área H2. Ali, jazem os patriarcas (Abraão, Isaac e Jacob) e as matriarcas (Sara, Rebeca e Leah) do Judaísmo. Para o Islão, foi Abraão quem construiu a Caaba, em Meca. No interior do monumento há uma sinagoga e uma mesquita. A rua de acesso está dividida por uma rede: a via para os judeus está asfaltada; a dos muçulmanos é de terra.
“Se se perguntar às autoridades de Israel acerca do que se passa em Hebron, a resposta será: ‘segurança’. No início da segunda Intifada, este era o sítio mais perigoso para um israelita estar. Em março de 2001, Shalhevet Pass, um bebé de 10 meses, foi morto no carrinho por um sniper palestiniano. Em 2002 e 2003, morreram 20 israelitas aqui. É importante não sermos cínicos em relação à reivindicação de segurança. Mas qual é a linha vermelha? O argumento ‘segurança’ justifica tudo?”
“Esta terra foi roubada pelos árabes a seguir ao massacre de 67 judeus de Hebron em 1929”, denuncia a comunidade judaica num cartaz junto a uma torre de vigia israelita MARGARIDA MOTA
Hebron dista 30 quilómetros de Jerusalém, a cidade santa disputada por israelitas e palestinianos para sua capital. Aqui, outra ONG israelita, Ir Amim (Cidade de Nações), dedica-se ao levantamento de ‘factos no terreno’ que possam afetar a estabilidade da cidade, como a expansão de colonatos, o traçado do muro que separa Israel dos territórios palestinianos, a anexação de terras e a destruição de casas árabes.
Para irem à rua, algumas famílias palestinianas têm de subir ao telhado das suas casas e saírem pelas casas dos vizinhos
Betty Herschman é a guia numa volta por Jerusalém Oriental, anexada por Israel em 1967, facto nunca reconhecido internacionalmente. Esta israelita distribui um mapa da “Grande Jerusalém”, onde três linhas serpenteiam ao estilo de uma imagem a três dimensões: a linha verde corresponde à fronteira de 1967 (reconhecida internacionalmente); a vermelha ao chamado muro da Cisjordânia; a azul delimita áreas de construção, para lá da linha verde, planeadas por Telavive ou já em desenvolvimento.
A antiga estação de camionagem é hoje um colonato. A antiga entrada é agora as traseiras MARGARIDA MOTA
Num monte alto a sul de Jerusalém, na direção da cidade palestiniana de Belém, Betty identifica, no horizonte, o colonato de Har Homa, onde vivem 13 mil pessoas. À vista desarmada, parece uma pequena cidade, cuidadosamente desenhada, tal é a simetria das construções. Olhando-se para o mapa, percebe-se a razão que leva Betty a apontá-lo: quanto mais ele cresce, mais isoladas ficam as aldeias palestinianas em redor.
Ali próximo, também o colonato de Givat Hamatos se expande. “Estão previstos vários hotéis. Vão arruinar o turismo em Belém”, diz Betty. Mais ao lado, Gilo também cresce. “O Governo aprovou 1800 novas casas. E em Beit Safafa, a área palestiniana que fica entre Gilo e Givat Hamatos, os bulldozers já arrasaram uma zona para ser construída uma autoestrada com seis vias… sem necessidade.”
Impostos pagos a horas
Para a israelita, a dinâmica da colonização no perímetro sul de Jerusalém é “o prego no caixão da solução de dois Estados”. A mancha de povoações israelitas entre as cidades palestinianas de Ramallah (no centro) e Belém (no sul), dividirá a Cisjordânia em dois. A Palestina passará a ser uma manta de três retalhos, com Gaza ao longe.
Placas de betão impedem o acesso dos palestinianos a algumas ruas MARGARIDA MOTA
Em Jerusalém Oriental, vivem 350 mil árabes (um terço da população) que Israel trata como imigrantes, sem direito a voto, nem passaporte. Apenas 8 a 10% do orçamento municipal destina-se aos bairros árabes. Telavive tenta manter um rácio de 70% de judeus e 30% de árabes e, para tal, recorre a subterfúgios administrativos. Se um árabe de Jerusalém for estudar para o estrangeiro, por exemplo, pode perder a licença de residência quando regressar. “Nos bairros árabes, os impostos municipais são pagos religiosamente”, diz Betty. “As pessoas têm medo de ficar sem autorização de residência.”
Há um mês, um tribunal israelita decretou que a casa de Motasem Farrah, no bairro árabe de Beit Hanina, era ilegal e ordenou-lhe que a destruísse. Farrah pegou numa marreta e assim fez. Caso contrário, viriam as retroescavadoras municipais e teria de arcar com os pesados custos do serviço. Ou poderia ser preso. “Agora imaginemos a cena”, diz Betty: “Uma criança chega da escola e vê o pai e a mãe a destruir a casa…”.
NÚMEROS
91% das queixas apresentadas por palestinianos após serem atacados por colonos são arquivadas. Segundo a ONG israelita Yesh Din, os processos morrem por “falta de provas” ou “agressor desconhecido”
156 casas palestinianas foram demolidas por Israel este ano. A contabilidade é feita pelo Comité Israelita Contra as Demolições de Casas (ICAHD). Israel fá-lo em Jerusalém para manter a maioria de judeus
10 novos colonatos foram legalizados durante o último Governo de Benjamin Netanyahu (2009-2013). Segundo a ONG israelita Peace Now, quase 40% das novas construções iniciadas por Netanyahu situam-se a leste do muro de separação. Mais de meio milhão de colonos vivem na Cisjordânia e arredores de Jerusalém
66 pontos de passagem existem no muro entre Israel e a Cisjordânia. A maioria só abre na época da colheita da azeitona. A Machsom Watch, um movimento de mulheres israelitas, organiza visitas a checkpoints para observar a forma como os soldados tratam os palestinianos
2011 foi o ano em que o Parlamento de Israel aprovou uma lei que criminaliza apelos públicos ao boicote a produtos israelitas. A 12 de junho, a organização pacifista israelita Gush Shalom recorreu ao Supremo Tribunal no sentido de continuar a publicar uma lista de produtos a boicotar, por serem oriundos de colonatos. O Tribunal deu 60 dias ao Estado para responder, o que ainda não aconteceu
O “Expresso” viajou a convite do representante da UE na Cisjordânia e Gaza
Artigo publicado na Revista do “Expresso”, a 4 de maiol de 2013
No território da Cisjordânia, a construção do muro de separação e o projeto de colonização israelita deixam cada vez menos terras disponíveis para os palestinianos. Cerca de 60% do território está ocupado por Israel. Hebron é um caso extremo, com colonos da linha dura que recorrem à violência para expulsar populações palestinianas e ocupar o seu espaço. Tão antigo quanto o próprio conflito, o drama dos refugiados — dos cinco milhões, mais de dois milhões vivem nos dois territórios palestinianos (Cisjordânia e Gaza) — arrasta-se desde 1948. A solução de dois Estados é cada vez mais inviável. Mas no bazar da cidade velha de Jerusalém, não se perde o sentido de humor…
T-shirt humorística no bazar do bairro muçulmano da cidade velha de Jerusalém: “Israel”, procurado no Google. “Você queria dizer: Palestina” MARGARIDA MOTA
Militares israelitas jogam à bola com uma criança, num colonato em Hebron. Nesta cidade — uma das mais antigas do mundo, onde vivem 175 mil palestinianos —, uma força militar israelita de 650 soldados protege 850 colonos MARGARIDA MOTA
Em Hebron, situa-se o túmulo de Abraão, o patriarca das três religiões monoteístas. No interior do mausoléu (ao centro na foto), há uma mesquita e uma sinagoga MARGARIDA MOTA
Outrora um centro comercial vibrante, a cidade velha de Hebron é hoje uma cidade-fantasma. 42% das famílias árabes abandonaram a cidade MARGARIDA MOTA
Cozinha de rua, num restaurante com vista para a praça central de Jericó MARGARIDA MOTA
Cozinha de rua, num restaurante com vista para a praça central de Jericó MARGARIDA MOTA
Num restaurante na parte antiga de Ramallah propõe-se uma típica refeição palestiniana: falafel e pratinhos de hummus MARGARIDA MOTA
Acampamento beduíno de Tabana, nos arredores de Jerusalém MARGARIDA MOTA
Cerca de 30 famílias vivem predominantemente da venda de animais, mas há cada vez mais beduínos (homens) a procurar trabalho nos colonatos judeus MARGARIDA MOTA
O projeto residencial E1, aprovado pelo Governo de Israel, condenará Tabana a uma deslocalização forçada. No total, 20 comunidades beduínas serão afetadas por esse plano MARGARIDA MOTA
Campo de refugiados palestinianos de Aida, em Belém, em hora de recreio na escola dos rapazes. Ao longe, o muro de separação entre Israel e a Cisjordânia estende-se como uma serpente MARGARIDA MOTA
Mural no campo de Aida onde se evoca os cerca de cinco mil palestinianos detidos em prisões israelitas, alguns deles nascidos no próprio campo MARGARIDA MOTA
Mural no campo de Aida. “Venceremos!” MARGARIDA MOTA
Numa banca no bairro muçulmano da cidade velha de Jerusalém: “Estes sumos de fruta estão aprovados”, lê-se no cartaz com a imagem do ator e lutador Chuck Norris MARGARIDA MOTA
Viagem realizada em março de 2013, a convite do Representante da União Europeia para a Cisjordânia e Gaza
Portefólio publicado no “Courrier Internacional”, de abril de 2013
Homenagens póstumas e momentos de introspeção, no Museu do Holocausto e na Igreja da Natividade, marcaram o terceiro e último dia de Barack Obama em Israel e na Palestina. De lá, o Presidente dos EUA seguiu para a Jordânia
Obama ladeado por Benjamin Netanyahu e Shimon Peres, após prestar homenagem ao líder sionista Theodor Herzl, no Monte Herzl, em JerusalémAinda no Monte Herzl, junto à campa do ex-primeiro-ministro israelita Yitzhak Rabin, onde depositou uma coroa de floresObama cumpre um ritual judaico de colocar uma pequena pedra sobre a sepultura, significando que o falecido não será esquecidoVisita ao Museu do Holocausto Yad Vashem, em JerusalémNum momento de Recolhimento, no Hall da Recordação, no Museu do HolocaustoBarack Obama segura o livro que lhe foi oferecido pelo diretor do Yad Vashem, Avner ShalevÀ conversa com o rabino Yisrael Meir Lau, durante a visita ao Museu do HolocaustoJohn Kerry, secretário de Estado norte-americano, no Hall dos Nomes do Museu do HolocaustoNo interior da Igreja da Natividade, na cidade palestiniana de BelémEncontro com o Patriarca grego ortodoxo Theophilos III, na Igreja da NatividadeObama ladeado por Mahmud Abbas (Presidente da Autoridade Palestiniana) e Vera Baboun, presidente do município de BelémManifestantes em Belém pedem o congelamento dos colonatos judeus e o direito de retorno para os refugiados palestinianosTempestade de areia à volta do Air Force One, na pista do Aeroporto Ben Gurion, horas antes de Obama partirNetanyahu e Peres despedem-se de Barack ObamaObama partiu. Em Nablus (Cisjordânia), confrontos decorrentes de protestos contra o colonato de Qadomem mostram que o conflito continua vivo
Artigo publicado no “Expresso Online”, a 22 de março de 2013. Pode ser consultado aqui
Ao segundo dia de visita a Israel, Barack Obama deu um salto à Palestina e afirmou que os colonatos judeus são “contraproducentes”. Nesta fotogaleria, veja como o roteiro de Obama está a ser acompanhado por protestos
James Schneider, diretor do Museu de Israel, mostra a Obama e a Netanyahu os Manuscritos do Mar Morto, frangmentos da Bíblia Hebraica, alguns com 2400 anosPolícias israelitas junto aos destroços de um foguete disparado desde o território palestiniano da Faixa de Gaza contra o sul de IsraelYossi Haziza vê os estragos causados por um foguete disparado de Gaza no quintal de sua casa, na cidade israelita de SderotProtestos contra a visita de Obama, na cidade de Rafah, no sul da Faixa de GazaObama e Netanyahu de visita a uma exposição de tecnologia israelita, no Museu de Israel, em JerusalémDois robôs entregam bolachas aos ilustres visitantesObama cumprimenta a novaiorquina Theresa Hannigan, que usa equipamento médico de tecnologia israelita que lhe permite caminharHelicóptero de Obama sobrevoa Ramallah, na Cisjordânia, engalanada com bandeiras palestinianas para receber o Presidente dos EUANa Muqata (sede da presidência palestiniana), em Ramallah, fazem-se os últimos preparativos para receber ObamaAir Force One, acabado de aterrar no pátio da Muqata de RamallahObama é recebido pelo Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud AbbasNa conferência de imprensa conjunta, Obama apelou aos palestinianos que retomem as negociações diretas com Israel sem pré-condiçõesEncontro com crianças palestinianas, no Centro Juvenil Al-Bireh, em RamallahEncontro com crianças palestinianas, no Centro Juvenil Al-Bireh, em RamallahBoa disposição entre Obama e o primeiro-ministro da Autoridade Palestiniana, Salam FayadJovens palestinianos apresentam ao Presidente dos EUA projetos de tecnologia, no Centro Al-BirehProtestos em Ramallah. No cartaz, uma referência à questão dos refugiados: “Quero ver a aldeia do meu pai”, pede-seAtivistas da organização ambientalista Greenpeace penduram um cartaz na Ponte das Cordas, à entrada de Jerusalém: “Obama: pára a perfuração no Ártico”Obama faz um discurso sobre política no Centro de Convenções de Jerusalém, onde afirmou que a construção de colonatos é “contraproducente” à pazA escutar Obama, algumas israelitas árabes. Cerca de 20% da população de Israel é de origem árabeConfrontos na cidade palestiniana de Hebron: um jovem tenta atingir a polícia israelita com fogo de artifícioPolícia israelita, em cenário de batalha campal, em HebronEm Hebron, os confrontos entraram pela noite dentroShimon Peres foi o mestre de cerimónias do jantar em honra de Obama e condecorou-o com a Medalha Presidencial de Distinção, a mais alta condecoração civil israelitaSexta-feira, Obama visita a Igreja da Natividade (que assinala o sítio onde nasceu Jesus), na cidade palestiniana de Belém. Aguardam-no mais protestos anti-ObamaNa sexta-feira, terminada a visita a Israel, Obama seguirá para a Jordânia. “Obama tu não és bem vindo”, lê-se neste cartaz, à porta da embaixada dos EUA em Amã
Artigo publicado no “Expresso Online”, a 21 de março de 2013. Pode ser consultado aqui
Jornalista de Internacional no "Expresso". A cada artigo que escrevo, passo a olhar para o mundo de forma diferente. Acho que é isso que me apaixona no jornalismo.